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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
PROGRAMA DE INCENTIVO A MUDANÇAS CURRICULARES NO CURSO
MÉDICO - PROMED
RELATÓRIO TÉCNICO
(PERÍODO DE AGOSTO DE 2003 A MARÇO DE 2004)
SÃO PAULO
I – Introdução
Em 2001, ano de edição das diretrizes curriculares e de lançamento do Promed, iniciava-se na Unifesp um amplo processo de avaliação do Curso Médico, tendo como foco principal as mudanças decorrentes da implantação do currículo nuclear em 1997. Em outubro de 2001, uma Oficina de Trabalho que contou com a participação de cerca de 120 docentes e discentes, reafirmava as principais metas e estratégias do currículo nuclear, revia alguns pontos estabelecidos anteriormente, identificava obstáculos para sua execução e apresentava propostas visando à superação de dificuldades, sempre considerando a realidade e características próprias da Unifesp – vocação para pós-graduação e pesquisa, universidade da saúde, situada em grande centro urbano, com expressiva concentração de profissionais e hospitais de alta complexidade. A formação geral e humanística do profissional da área médica, crítico, capacitado para o desenvolvimento de um trabalho em equipe multiprofissional, entre outros objetivos, e as estratégias estabelecidas pelo currículo nuclear da Unifesp estavam em consonância com as Diretrizes Curriculares e com as propostas do Promed, portanto, estas constituíram mais um estímulo ao processo de discussão e avaliação que vinha ocorrendo na Durante o ano de 2002, o processo de elaboração do projeto Promed da Unifesp envolveu todas suas instâncias: sub-comissões e comissão curricular do curso médico, Conselho de Graduação e Conselho Universitário. Foram realizadas, simultaneamente, apresentações nos Conselhos de Departamentos das grandes áreas – Pediatria, Ginecologia, Obstetrícia, Medicina, Cirurgia, Psiquiatria e Medicina Preventiva, o que permitiu que se agregassem docentes desses departamentos no planejamento do projeto e, posteriormente, na sua execução. Contou-se, ainda, com a assessoria do Cedess durante todo o processo. A aprovação do projeto, no final de outubro, constituiu grande incentivo para mudanças que já estavam em curso e/ou seriam executadas em 2003. Os recursos foram efetivamente liberados para a instituição em agosto/2003 e algumas atividades programadas no projeto encaminhado em 2002 e na carta-acordo (assinada em julho de 2003) haviam sido realizadas no 1º semestre de 2003, ainda que tenham sido necessárias algumas adaptações para viabilização das mesmas. A decisão de levar adiante, mesmo sem os recursos, pelo menos parte das propostas, em especial aquelas relacionadas às mudanças pedagógicas, considerou a mobilização dos docentes que a elaboração do projeto havia determinado e, também, as resoluções da Oficina de Trabalho de 2001 e, fundamentalmente, contou-se com o apoio da Pró- Reitoria de Graduação e Reitoria da Unifesp. Assim, a primeira parcela foi aplicada considerando o novo contexto da instituição. II – O novo contexto da Instituição
• a integração de disciplinas nas 1ª e 2ª séries havia avançado no ano de 2003, como desdobramento de uma oficina específica realizada em 2002 e já contava com professores das áreas clínicas em atividades e seminários; a Sub-comissão das 1ª e 2ª séries propunha a realização de uma nova oficina visando à avaliação dessas mudanças e a integração completa de todas as disciplinas envolvidas, considerando necessária uma discussão das duas séries conjuntamente. • o módulo de aproximação à prática médica foi concretizado no primeiro semestre de 2003, prevendo-se uma avaliação conjunta – docentes e profissionais dos serviços – na forma de um seminário. Portanto, tratava- se de uma nova demanda. Já estava concluída a programação de dois outros módulos na seqüência: 1) Primeiros socorros e Suporte Básico de Vida / Introdução a técnicas básicas e 2) O território, serviços de saúde. • a capacitação de enfermeiros para supervisão dos alunos era absolutamente necessária (foi então realizada para um número restrito de profissionais, mas suficiente para viabilizar a proposta); a Unifesp comprometeu-se em realizá-la com maior abrangência assim que os recursos fossem liberados. Devido ao grande número de atividades no segundo semestre de 2003 e o curto período (setembro a novembro) • oficina internacional de integração básico-clínico realizada em abril/2003 (Anexo I) - foi organizada e coordenada pela Pró-Reitoria de Graduação e Cedess e apoiada financeiramente pela própria instituição. Contou com a apresentação de várias experiências, internacionais inclusive, e constituiu importante estímulo aos docentes. • o transporte de alunos para os serviços de saúde mais distantes foi • o material de enfermagem utilizado pelos alunos nas unidades era dos próprios serviços (Secretarias Municipais de São Paulo, Embu) e foi necessária uma compra, posteriormente, para reposição. • o internato havia iniciado um processo de avaliação, também no 1º semestre de 2003, e considerou-se um momento oportuno para realização de uma oficina que analisasse os dados e informações • finalmente, a proposta dos Pólos de Educação Permanente em Saúde (PEPS) do Ministério da Saúde – Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) - passa a integrar a agenda das escolas médicas em todo país e a Unifesp define pela criação de um Núcleo Interno (Portaria nº 872/2003 – cópia anexa II), ao qual o Grupo Gestor do Promed está integrado visando ao desenvolvimento de atividades articuladas. O Núcleo Promed de Pesquisa e Educação Permanente em Saúde – componente do projeto Promed/ eixo 1 – já previa desde sua criação a participação de todos os cursos da Unifesp, proposta que foi reforçada considerando o novo direcionamento do Ministério da Saúde III – Os Pólos de Educação Permanente (PEPS) – a atuação da Unifesp
Durante o ano de 2003, foram realizadas reuniões com as Comissões Curriculares dos cursos de Fonoaudiologia, Tecnologia Oftálmica e Enfermagem para discussão das novas propostas do Ministério da Saúde. No curso de Enfermagem foi realizado um evento ampliado contando-se com a presença de representantes da SGTES/MS. Cabe ressaltar algumas especificidades de seu desenvolvimento no Estado de São Paulo e cidade de São Paulo. No Estado de São Paulo e Região Metropolitana de São Paulo a coordenação dos PEPS nos serviços de saúde está sob a responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde, por meio das DIRs (Direções Regionais) e na cidade de São Paulo está com a Secretaria Municipal. No Estado de São Paulo foram criados 8 pólos, sendo o do município de São Paulo subdividido em 5 núcleos regionais, considerando sua extensão. Cada um desses núcleos da cidade de São Paulo abriga em média 6 sub-prefeituras (são 31 no total). A Unifesp já mantinha atividades de ensino, pesquisa e educação permanente, envolvendo todos os seus cursos e áreas (medicina, enfermagem, fonoaudiologia e tecnologia oftálmica), no município do Embu (Região Metropolitana de São Paulo), no CS Vila Mariana (Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo) e em 3 sub-prefeituras (Ipiranga – que agregou os Distritos de Sacomã e Ipiranga, Vila Maria, Vila Mariana), com os quais existem convênios assinados desde 1979 (Embu), 1997 (CS Vila Mariana) e 2001 (Sub- prefeituras do Ipiranga e Vila Maria, antigos distritos do Sacomã e Vila Maria). Estes foram os cenários de práticas considerados no projeto Promed, cujas mudanças pedagógicas estão permitindo uma ampliação das atividades e uma maior inserção na comunidade. Cada uma dessas sub-prefeituras e o município do Embu compõem diferentes pólos estabelecidos pelas respectivas secretarias. A Unifesp, por meio de seu Núcleo Interno, participa, juntamente com outras universidades, de alguns desses pólos. Participa, também, de outros que, atualmente não envolvem as áreas do Promed e/ou áreas nas quais se desenvolvam atividades de ensino e pesquisa da Unifesp. Assim, as atividades dos pólos, embora não separadas do Promed (conta inclusive com a participação de seus membros no Núcleo Interno da Unifesp), são muito mais amplas/complexas (Pólos e Programas no Anexo III) do que as atividades estabelecidas no Núcleo Promed de Ensino e Pesquisa em Saúde. Por esse motivo, no desenvolvimento das atividades do Núcleo Promed têm sido definidas ações que não se superponham às dos pólos, mas sim os complementem, considerando especificidades de cada local. IV – A operacionalização do Promed na Unifesp – o Grupo Gestor
O Grupo Gestor na Unifesp está constituído por 6 professores, dentre estes Pró-Reitor e Vice-Pró-Reitor de Graduação, Coordenadora da Comissão Curricular do Curso Médico e Diretor do Cedess. Este grupo realiza reuniões semanais desde agosto de 2003, para planejamento das atividades, análise financeira do Projeto, contando com a participação de outros docentes para discussão e/ou planejamento de atividades específicas. Todas as propostas relacionadas aos eixos – abordagem pedagógica e cenário de práticas – foram discutidas, analisadas e aprovadas nas sub-comissões e comissão curricular do curso médico, dando continuidade a um processo que já vinha sendo desenvolvido. Em algumas situações foram constituídos grupos de trabalho visando à elaboração de propostas aprovadas nessas sub-comissões/ V – As atividades realizadas no período
A seguir, são apresentadas as atividades correspondentes à primeira parcela do Promed, subdivididas nos três eixos do projeto: 5.1. Eixo Orientação Teórica – Produção de Conhecimento segundo as necessidades do SUS, Pós-Graduação e Educação Permanente Eixo Abordagem Pedagógica – Mudança Pedagógica e Integração Ciclo Eixo Cenário de Práticas – Diversificação de Cenários do Processo de Ensino e Abertura dos Serviços Universitários às Necessidades do SUS Eixo Orientação Teórica – Produção de Conhecimento segundo as
necessidades do SUS, Pós-Graduação e Educação Permanente
A situação-objetivo projetada para este eixo (mantendo a tradição institucional de centro de referência nacional em pesquisas clínicas e biomédicas, ampliar esta referência para a produção de conhecimentos orientados à atenção básica e aos serviços de saúde, incluindo investigações relativas aos sistemas de gestão, modelos assistenciais e políticas públicas) foi implementada neste primeiro semestre de execução do projeto por meio da criação do Núcleo Promed de Pesquisa e Educação Permanente em Saúde da O Núcleo está composto por representantes da Universidade e dos coordenação – coordenadora do Promed representantes das Pró-Reitorias de Graduação, Pós-Graduação e representantes das 3 Sub-Prefeituras do Ipiranga, Vila Mariana e Vila Maria representantes da Secretaria de Saúde do município de Embu representante do Centro de Saúde de Vila Mariana representantes dos hospitais conveniados – Vila Maria e Pirajussara Uma Oficina de Trabalho realizada nos dias 03 e 04 de outubro de 2003, com a participação da Equipe Gestora do Promed Unifesp, a Equipe Gestora do Núcleo Promed de Pesquisa e Educação Permanente em Saúde, Representantes Docentes da Unifesp, Representantes da Sub-Prefeitura do Ipiranga, Vila Maria e Vila Mariana, Centro de Saúde de Vila Mariana, Secretaria de Saúde do Embú e PIDA Embú teve como objetivo geral elaborar Diretrizes Gerais e Plano de Trabalho para o Núcleo no âmbito do Promed da Unifesp. Especificamente, teve como objetivos identificar objetos, parcerias e possibilidades de pesquisa em atenção básica desenvolvidas de maneira integrada entre a universidade e os serviços; identificar necessidades de educação permanente e focos a serem privilegiados na integração entre a universidade e os serviços e discutir estratégias para a implementação do Plano de Trabalho (Relatório Anexo IV). A partir das discussões feitas nesta Oficina, os seguintes objetivos foram Desenvolver Programas de Educação Permanente e implementar Projetos de Pesquisa em parceria Universidade e Serviços. 1. Facilitar a aproximação Serviços-Universidade, integrando diferentes níveis de complexidade e diferentes gestores, gerentes e profissionais de saúde, ajudando no desenvolvimento dos projetos de interesse comum. 2. Identificar objetos de pesquisa e de educação permanente que subsidiem o desenvolvimento dos projetos de integração, priorizando as necessidades loco-regionais e considerando a realidade do serviço e as características do 3. Identificar grupos de pesquisa e de educação permanente, assim como dados existentes, tanto na Universidade como no Serviço para estabelecer estratégias e instrumentos de atuação. 4. Estabelecer espaço e infra-estrutura mínima para o desenvolvimento das ações de Educação Permanente e Pesquisa. 6. Avaliar continuamente as ações, criando indicadores que permitam monitorar Os Princípios Norteadores do Núcleo foram também estabelecidos: 1. Reconhecimento do papel da Universidade de estar aberta às demandas da 2. Atuação segundo os princípios do SUS 3. Priorização das necessidades loco-regionais a partir da realidade dos serviços e das características do território 4. Integração Universidade- Serviços e respeito às parcerias 5. Adoção de modelos pedagógicos que atendam às necessidades envolvendo ação interdepartamental e interdisciplinares 6. Prática como eixo norteador das ações As Estratégias Gerais para o desencadeamento das ações do Núcleo 1. Estabelecer uma logística física, administrativa e financeira para o 2. Informar, interna e externamente, sobre a existência e objetivos do Núcleo. 3. Promover oficinas/seminários com profissionais da Universidade e dos Serviços com vistas à sensibilização da comunidade universitária e dos 4. Estabelecer agenda coletiva de trabalho 5. Criar grupos temáticos de assessoria 6. Levantar a produção acadêmica na perspectiva do SUS, bem como cursos/ treinamento já realizados tanto na Universidade quanto nos Serviços, informatizando e disponibilizando os dados. 7. Criar uma Comissão de Avaliação com elaboração de indicadores para 8. Desenvolver instrumentos de avaliação quali/quantitativos que possam revelar o impacto das ações na comunidade A partir da Oficina têm sido realizadas reuniões mensais do Núcleo. A reunião realizada em novembro/2003 consistiu na apresentação dos serviços – dados epidemiológicos, estrutura, organização, equipamentos de saúde e sociais, principais problemas em cada região. Na reunião de dezembro/2003, discutiu-se um plano de atividades a ser desenvolvido em 2004 de forma articulada às atividades dos pólos. Uma das propostas é a realização de um seminário sobre Produção de conhecimentos na perspectiva do SUS, a ser realizado em abril/2004. Em reunião realizada em fevereiro/2004 definiram-se algumas prioridades para educação permanente – capacitação de pediatras e demais profissionais sobre o tema violência contra criança, capacitação de enfermagem (treinamento e atualização em curativos), atendimento de emergência em unidades básicas – capacitação de pessoal de nível médio (enfermagem e administrativo). Foi levantada, também, a necessidade de capacitação de pediatras para o atendimento do adolescente, porém encontra- se em discussão junto ao Setor de Adolescência do Departamento de Pediatria da Unifesp uma proposta de curso que deverá envolver todo o município de São Paulo e, portanto, deverá responder a esta demanda. Uma outra proposta do Núcleo, já concretizada, foi a compra de material didático (livros, vídeos) com o objetivo de fortalecer as comissões de ensino já existentes nas coordenadorias/secretarias de saúde e, também, propiciar um ambiente adequado para as atividades de ensino dos alunos. Considerando a necessidade de uma maior agilidade no processo de comunicação, bem como divulgação das atividades do Promed como um todo e do Núcleo, em especial, foi decidida a criação de um Portal do Promed Unifesp. Este portal está sendo elaborado com o apoio técnico do Departamento de Informática em Saúde da universidade (DIS – Unifesp). 5.2. Eixo Abordagem Pedagógica – Mudança Pedagógica e Integração
Ciclo Básico-Ciclo Profissional
A situação-objetivo projetada para este eixo (tomar a prática médica, criticamente embasada e socialmente comprometida como eixo organizador do currículo, promovendo a inserção do aluno nos cenários reais do exercício profissional do médico e sua atuação de forma progressivamente responsável, orientada para a promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação) foi implementada com dois tipos de mudanças: 1) criação de novos módulos/ atividades e 2) aprimoramento dos módulos já existentes. 5.2.1. Criação de novos módulos No primeiro semestre de atividades do Promed, foi avaliado e re- planejado o Módulo de Aproximação à Prática Médica 1 (desenvolvido no primeiro semestre de 2003), planejado, implementado e avaliado o Módulo de Aproximação à Prática Médica 2 (desenvolvido no segundo semestre de 2003) e planejado o Módulo de Aproximação à Prática Médica 3 (sendo desenvolvido 5.2.1.1. O Módulo Aproximação à Prática Médica / 1º Semestre de 2003 (32horas) – o planejamento deste módulo envolveu cerca de 20 docentes das áreas básica, psicologia médica, saúde coletiva, pediatria, clínica, cirurgia, ginecologia e obstetrícia, que se reuniram quinzenalmente no período de setembro a dezembro de 2002. Além do planejamento deste módulo, esse espaço de troca de experiências entre os docentes foi de extrema importância e refletiu, certamente, nas práticas em suas áreas específicas. A programação do módulo (Anexo V) permitiu que o aluno tivesse contato com a prática profissional já na primeira semana de aula. Como atividade inicial foi realizado um sociodrama coordenado por uma equipe de profissionais da área de saúde mental, permitindo já neste primeiro momento que os alunos se integrassem com seus colegas e professores e expressassem suas expectativas em relação à profissão. A avaliação do módulo foi realizada em seminário conjunto – profissionais dos serviços que receberam os alunos, professores e discentes (relatório Anexo VI). Durante o andamento das atividades, os professores envolvidos no módulo (nos grupos de discussão ou na recepção dos alunos nos serviços) mantiveram reuniões mensais com o objetivo de discutir as dificuldades, verificar acertos, erros e necessidades mais imediatas de alterações, além de manter o espaço para troca de experiências nessa atividade. Depois do seminário realizado em 18 de setembro de 2003, o grupo de docentes restabeleceu a rotina de reuniões mensais, visando ao planejamento da atividade em 2004 e em dezembro e no início de fevereiro foram realizadas duas reuniões com os serviços de saúde. Para o ano de 2004, professores das áreas básicas passaram a integrar os grupos de discussão. 5.2.1.2. Módulo Primeiros Socorros, Suporte Básico de Vida e Técnicas Básicas (64hs) – este módulo resultou do aprimoramento e ampliação da Disciplina Introdução ao Hospital. Foram realizadas alterações com inclusões de temas – Suporte Básico de Vida na Criança e no Adulto, Procedimentos Iniciais frente a Acidentes e Intoxicações – e nas estratégias de ensino com a inclusão do laboratório de Habilidades e das Unidades Básicas como campo de práticas e da realização de seminários com participação de profissionais de serviços especializados: Centro de Controle de Intoxicações da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, Instituto Butantã. O programa encontra-se 5.2.2. Aprimoramento de atividades 5.2.2.1. Módulo Saúde Coletiva – Planejamento e Organização de Serviços de Saúde – este módulo resultou do aprimoramento e da integração das Disciplinas “O território e seus problemas” (1ª série) e “Planejamento de Serviços de Saúde” (3ª série). O desenvolvimento dessas disciplinas integradas e de forma seqüencial tornou mais lógica para o aluno. Este módulo consiste em atividades realizadas na Sub-prefeitura do Ipiranga (que incluiu o antigo Distrito do Sacomã), já visitados pelo aluno no primeiro semestre e nas atividades do módulo de planejamento (programa no Anexo VIII). 5.2.2.2. Integração ciclo básico – ciclo profissional. No ano de 2003, na 1ª série, foi possível a integração interna de atividades de disciplinas de dois módulos – “Bases Morfológicas da Medicina” (Anatomia, Embriologia e Histologia) e “Organização Estrutural do Corpo Humano – das células aos sistemas” (Biofísica e Fisiologia). Nesses dois módulos, foram desenvolvidos seminários e trabalhos com a preparação de pôsteres (listagem de temas no Anexo IX) abordando temas clínicos. As avaliações foram conjuntas e incluíram os seminários e os trabalhos. O desenvolvimento destas atividades envolveu também docentes das áreas clínicas, visitas a enfermarias, consulta de prontuários. A Bioquímica, no ano de 2003, permaneceu como disciplina isolada. Essa experiência de integração, as oficinas, as avaliações com os alunos favoreceram novas mudanças e o avanço no processo de integração já em 2004. Houve nova reestruturação – os dois módulos foram integrados entre si e a Bioquímica passa a se integrar a esses módulos também. Isto permitiu algumas correções – além da própria integração, foi possível distribuir conteúdos durante todo o ano (Anatomia estava toda no 1º semestre e Bioquímica no 2º semestre). Os docentes avaliam que este foi um passo importante, mas que o desenvolvimento de atividades conjuntas ainda pode ser ampliado e que o processo deve favorecer essa evolução. Neste ano de 2004, os docentes destes módulos estão participando do Módulo de Aproximação à 5.2.2.3. Módulo “Bases Moleculares da Medicina” no ano de 2003 (2ª série), a partir da realização da oficina de 1ª e 2ª séries e do processo de planejamento do Promed, este módulo já havia estabelecido uma integração de conteúdos, com aulas e seminários conjuntos e desenvolvimento de um tema clínico (Anexo X) durante o primeiro semestre a ser apresentado numa semana de seminários com participação de docentes das áreas clínicas que atuam na área relacionada ao tema. A avaliação (provas, seminários) também tem sido conjunta. Neste ano de 2004, além do aprimoramento desta integração, os docentes estão compondo a equipe envolvida no Módulo “Comunicação e 5.2.3. Avaliação das atividades desenvolvidas no movimento de aprimoramento Além das atividades regulares da Comissão Curricular do Curso Médico e de suas Sub-Comissões, neste semestre letivo foram realizadas duas Uma primeira Oficina de Trabalho intitulada Avaliação/Aprimoramento do Currículo Nuclear - 1a. e 2a. Séries, foi realizada nos dias 04 e 05 de novembro de 2003, com a participação da Equipe Gestora do Promed, Representantes da Pró-Reitoria de Graduação, Representantes da Comissão Curricular, Docentes do Ciclo Básico e Profissionalizante e Representantes Discentes do Curso Médico da Unifesp. Entre outros objetivos esta Oficina procurou avaliar/aprimorar o currículo nuclear do Curso Médico, incluindo o planejamento e a execução de Ensino Modular da 1a. e 2a. Séries, o Programa de Aproximação do Aluno à Prática Médica, desde o inicio do curso, bem como discutir e propor alternativas de problematização do ensino no contexto dos A Programação incluiu palestras, grupos de trabalho, discussão coletiva, elaboração e encaminhamento de propostas que viessem contribuir para o aprimoramento e avanço do processo de desenvolvimento do Currículo Nuclear A partir das discussões feitas, os participantes da Oficina indicaram propostas para o aprimoramento do processo de integração nas 1ª e 2ª séries e para facilitar/favorecer a problematização como metodologia de ensino nas 1ª Partindo da análise situacional do Programa de Aproximação à Prática Médica, iniciado neste ano letivo, os grupos de trabalho discutiram também, propostas para o aprimoramento deste Módulo (relatório no Anexo XI). Uma segunda Oficina de Trabalho intitulada Internato - Unifesp/EPM, realizada nos dias 05 e 06 de dezembro de 2003, teve a participação da Equipe Gestora do Promed, Representantes da Pró-Reitoria de Graduação, Representantes da Comissão Curricular, Docentes do Internato e Representantes Discentes do Curso Médico da Unifesp. Esta Oficina teve como objetivo central rediscutir o Internato do Curso Médico, avaliando o modelo vigente e estudando propostas de aprimoramento procurando subsídios para reelaborar os objetivos e os princípios direcionadores do Internato do Curso Médico e encaminhar propostas de aprimoramento com vistas aos objetivos e princípios estabelecidos. O Relatório 5.2.4. Planejamento do Módulo Comunicação e Educação no Exercício Este módulo foi planejado no segundo semestre de 2003, com início de suas atividades em fevereiro de 2004. Seu planejamento e execução envolveram docentes das áreas básicas, clínica, pediatria, ginecologia e obstetrícia, saúde coletiva, psicologia médica, informática médica e do CEDESS. Este módulo terá o objetivo de oferecer ao aluno conteúdos teóricos sobre educação em saúde e técnicas instrucionais, proporcionando a vivência desta prática como parte das atividades dos profissionais de saúde, do médico inclusive. A partir das atividades realizadas no semestre anterior, os alunos retornam aos serviços e junto com os gestores estabelecem prioridades de temas para, durante o semestre, desenvolverem projetos educativos sob supervisão docente. Os alunos estarão organizados em pequenos grupos e deverão utilizar-se de diferentes recursos (vídeo, informática, produção de 5.2.5. Capacitação Docente – além da participação nas oficinas de trabalho, considerou-se fundamental que houvesse um incentivo aos docentes envolvidos nestas atividades no sentido de participar de atividades/eventos relacionados à educação médica, possibilitando a troca de experiências. Foi feita uma divulgação dos eventos regional e nacional da Abem, incentivando os professores, sobretudo aqueles mais envolvidos no processo de mudança, para que encaminhassem seus trabalhos nesses eventos. Para o Congresso Regional da Abem a se realizar em abril (Marília/SP) estão confirmados 12 docentes e 10 alunos. Serão apresentados 12 trabalhos. 5.3. Eixo Cenário de Práticas – Diversificação de Cenários do
Processo de Ensino e Abertura dos Serviços Universitários às
Necessidades do SUS
Os convênios formais já estabelecidos pela Unifesp – Embu (1970), CS Vila Mariana (1997), Distritos do Sacomã (Sub-prefeitura do Ipiranga) e Vila Maria (Sub-prefeitura de Vila Maria) foram mantidos. O que as mudanças pedagógicas permitiram foi a ampliação das atividades já existentes. Na Sub- prefeitura Vila Mariana (no qual a Unifesp e o Hospital São Paulo estão inseridos) já havia uma parceria informal, considerando a proximidade. Também foi possível ampliar o desenvolvimento de ações nesta Sub-prefeitura. As ações do Promed relacionadas ao eixo Orientação Teórica favoreceram muito esse processo à medida que trazem um retorno mais concreto para os serviços. A possibilidade de repor material de enfermagem utilizado pelos alunos e a compra de material didático também foi um estímulo á abertura do campo e ao envolvimento dos profissionais dos serviços nas atividades voltadas ao aluno. No que se refere ao Hospital São Paulo e hospitais do Complexo Unifesp/SPDM – Pirajussara, Vila Maria e Diadema – fazem parte de um sistema regionalizado de saúde, integrando central de vagas sob coordenação da Secretaria de Estado da Saúde. Como já apresentado anteriormente foi realizada a compra de material didático (livros, vídeos) com o objetivo de fortalecer as comissões de ensino já existentes nas coordenadorias/secretarias de saúde e, também, propiciar um ambiente adequado para as atividades de ensino dos alunos. Anexo I – Oficina Internacional básico-clínico
Anexo II – Portaria Unifesp
Anexo III – Pólos de Educação Permanente – PEPS
Atividades do Núcleo Interno – Unifesp
Núcleo Sul – Pólo do município de São Paulo Gerenciamento de Serviço de Saúde para Médicos, Enfermeiros e outros profissionais. Curso em nível de especialização com 368 horas. Aprimoramento de Gerenciamento em Serviço de Saúde, para Médicos e Núcleo Sudeste – Pólo do município de São Paulo Curso de Urgência e Emergência para Médicos. Com 20 horas. Esse curso será realizado em parceria com a Universidade 9 de Julho. Especialização em Saúde Pública. Curso com 360 horas e será realizado em parceria com o Centro Universitário São Camilo. Aprimoramento dos Ciclos da Vida. Curso com 100 horas e será realizado em parceria com: Puc SP, Universidade 9 de Julho, UNIFESP e Universidade São DIR V – Secretaria do Estado da Saúde / Região Metropolitana de São Paulo Aprimoramento de Gerenciamento em Serviço de Saúde, para Médicos e Anexo IV – Oficina do Núcleo Promed de Pesquisa e Educação Permanente
NÚCLEO DE PESQUISA E EDUCAÇÃO PERMANENTE:
diretrizes gerais e plano de trabalho
Este documento foi produzido a partir de uma Oficina de Trabalho realizada nos dias 03 e 04 de outubro de 2003, no Grand Hotel Cad’Oro, em São Paulo. Participaram desta Oficina a Equipe Gestora do PROMED Unifesp, a Equipe Gestora do Núcleo de Pesquisa e Educação Permanente em Saúde, Representantes Docentes da Unifesp, Representantes do Distrito de Saúde de Sacomã, Distrito de Saúde Vila Maria, Distrito de Saúde Vila Mariana, Centro de Saúde de Vila Mariana, Secretaria de Saúde do Embú e PIDA Embú. A Oficina teve o apoio técnico do Centro de Desenvolvimento do Ensino Superior em Saúde- CEDESS\Unifesp. O objetivo geral da Oficina foi elaborar Diretrizes Gerais e Plano de Trabalho para o Núcleo de Pesquisa e Educação Permanente, proposto no âmbito do PROMED da UNIFESP. Especificamente, teve como objetivos identificar objetos, parcerias e possibilidades de pesquisa em atenção básica desenvolvidas de maneira integrada entre a universidade e os serviços; identificar necessidades de educação permanente e focos a serem privilegiados na integração entre a universidade e os serviços e discutir estratégias para a implementação do Plano de Trabalho. Os participantes foram divididos em Grupos de Trabalho e, com o apoio de facilitadores, trabalharam questões específicas manifestando seus pontos de vistas em tarjetas que foram lidas e agrupadas nos pontos consensuais elaborados Divididos em três grupos de trabalho, o primeiro aspecto enfocado foi a elaboração dos Objetivos do Núcleo. Os relatórios parciais foram apresentados e
discutidos em reunião plenária. Os seguintes objetivos foram elaborados: OBJETIVO GERAL Desenvolver Programas de Educação Permanente e implementar Projetos de Pesquisa em parceria Universidade e Serviços. 1. Facilitar a aproximação Serviços-Universidade, integrando diferentes níveis de complexidade e diferentes gestores, gerentes e profissionais de saúde, ajudando no desenvolvimento dos projetos de interesse comum. 2. Identificar objetos de pesquisa e de educação permanente que subsidiem o desenvolvimento dos projetos de integração, priorizando as necessidades loco- regionais e considerando a realidade do serviço e as características do território. 3. Identificar grupos de pesquisa e de educação permanente, assim como dados existentes, tanto na Universidade como no Serviço para estabelecer estratégias e 4. Estabelecer espaço e infra-estrutura mínima para o desenvolvimento das ações de 6. Avaliar continuamente as ações, criando indicadores que permitam monitorar os O segundo aspecto trabalhado foi a elaboração dos Princípios Norteadores
do Núcleo. Os princípios ficaram assim estabelecidos: 9. Reconhecimento do papel da Universidade da Universidade de estar aberta às 11. Priorização das necessidades loco-regionais a partir da realidade dos serviços e 12. Integração Universidade- Serviços e respeito às parcerias 13. Adoção de modelos pedagógicos que atendam às necessidades envolvendo ação 14. Prática como eixo norteador das ações As Estratégias Gerais para o desencadeamento das ações do Núcleo ficaram
assim delineadas:
9. Estabelecer uma logística física, administrativa e financeira para o funcionamento
10. Informar, interna e externamente, sobre a existência e objetivos do Núcleo. 11. Promover oficinas/ seminários com profissionais da Universidade e dos Serviços com vistas à sensibilização da comunidade universitária e dos serviços. 12. Estabelecer agenda coletiva de trabalho 13. Criar grupos temáticos de assessoria 14. Levantar a produção acadêmica na perspectiva do SUS, bem como cursos/ treinamento já realizados tanto na Universidade quanto nos Serviços , informatizando e disponibilizando os dados. Criar uma Comissão de Avaliação com elaboração de indicadores para 16. Desenvolver instrumentos de avaliação quali/quantitativos que possam revelar o Para discutir e propor as estratégias específicas de atuação do Núcleo, os participantes foram divididos em dois grupos: um para refletir e propor encaminhamentos referentes à implementação de Projetos conjuntos de Pesquisa e Para o grupo que discutiu a PESQUISA no contexto do PROMED, foram
formuladas três questões: Quais as temáticas que podem constituir objetos de investigação envolvendo universidade e serviços no contexto do Núcleo?; Quais as dificuldades que o grupo percebe para o desenvolvimento de projetos de pesquisa, tendo em vista as temáticas delineadas/identificadas e considerando a integração Universidade e Serviços? e Quais as propostas iniciais de encaminhamento a serem As Temáticas apontadas pelos participantes para objetos de pesquisa foram
• A demanda de problemas locais dentro da área de competência da Universidade, envolvendo questões relativas a território, diagnóstico populacional, inclusão social, controle social e intersetorialidade. • Integração Universidade/Serviço no processo da pesquisa , abrangendo concepção de pesquisa e seus significados, inter e transdisciplinaridade, avaliação • Saúde-doença, tais como Ciclos de Vida (Criança, Adulto, Mulher Idoso), Violência, Cuidados paliativos e progressivos, Atendimento domiciliar
As Dificuldades apontadas pelo grupo foram:

• Definição, sensibilização e envolvimento dos parceiros
• Significação da pesquisa para o Serviço e a Universidade
• Capacitação para pesquisa tanto na Universidade como nos Serviços
• Limites da própria Universidade
• Construção dos indicadores quali/quantitativos para avaliar os impactos do projeto
As seguintes Propostas de Encaminhamento foram indicadas:
• Divulgar a proposta e produtos do Núcleo , evidenciando seu compromisso social • Identificar os potenciais interlocutores • Levantar a produção de conhecimento já existente nos Serviços e Universidade • Realizar oficinas de trabalho sobre: O olhar da Universidade e dos Serviços sobre a pesquisa; Sensibilização; Territorialização • Propiciar ambientes facilitadores de integração • Buscar financiamento junto a Agências Nacionais e Regionais de Fomento, O grupo que discutiu as propostas de Educação Permanente trabalhou três
questões: Quais os desafios para implementação de um programa de educação permanente no contexto da integração Universidade e Serviços?; A partir da experiência vivenciada no cotidiano dos Serviços e da Universidade, que necessidades podem ser antecipadamente levantadas para o Programa de Educação Permanente? e Quais as propostas iniciais de encaminhamento a serem Os Desafios para a implementação do Programa apontados pelos participantes foram:
• Tomar a Educação Permanente como componente da agenda de ações tanto da
• Implantar um processo de Educação Permanente no momento de incorporação da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo no SUS • Ampliar a visão dos Serviços, incluindo a Educação Permanente no processo de organização dos mesmos, valorizando o conhecimento dos profissionais • Ampliar a massa crítica na universidade sensibilizada com a Educação permanente, superando o modelo de uso dos Serviços. • Integrar Universidade-Serviços considerando: motivação, sintonia, construção de parcerias, quebra de preconceitos, respeito às especificidades institucionais, mudança comportamental e gerenciamento do processo. • Escolher metodologias adequadas, com articulações teoria/prática. • Garantir financiamento das ações. • Enfrentar o sucateamento dos cenários envolvidos. • Sustentar Programas de Educação Permanente no que se refere à continuidade, financiamento, avaliação e adesão dos profissionais. As Necessidades/Temáticas que podem ser antecipadas foram assim elencadas:

• Necessidades levantadas a partir do estudo da realidade local, atendendo às
• Temáticas mapeadas a partir da produção já existente e da inserção prática: o processo de Educação Permanente: concepções, limites e possibilidades; Trabalho em Equipe; Acolhimento/Humanização; Capacitação de Gestores; o processo de trabalho; Instancias de controle social; O Sus; Identificação De Problemas; priorização e planejamento de ações; Informação Em Saúde: Coleta, • Temáticas Gerais que devem ser adequadas à realidade local • Atenção a criança e ao adolescente • Atenção ao idoso • Saúde Mental na interface com as áreas clínicas • Violência • Sedentarismo/Obesidade • Doenças crônicas não transmissíveis • Urgência/Emergência
Finalizando, as Estratégias / Ações a serem desencadeadas pelo Núcleo:
• Criar uma comissão no Núcleo para o planejamento de ações de EP
• Levantar prioridades de ações
• Promover oficinas multiprofissionais e interdisciplinares
• Criar um núcleo de informação e estabelecer canais de comunicação Núcleo-
• Criar núcleos de experiências inovadoras • Manter um cadastro informatizado de RH e sua situação quanto à EP • Criar estruturas técnico/administrativas para desenvolver atividades, com • Manter uma agenda de discussões interinstitucionais e intersetoriais • Discutir metodologias pedagógicas participativas para a implementação das ações. Anexo V – Programa do Módulo Aproximação à Prática I – 2003

Coordenadora do Módulo Profa. Dra. Julieta Freitas Ramalho da Silva

I - OBJETIVOS:
Este curso tem por objetivo a aproximação progressiva do aluno à prática médica.
Isto permitirá uma integração desde o início da formação entre a sala de aula e o
campo de atuação médica. Portanto, além da apresentação de práticas para os
iniciantes, visa a integração do conhecimento desde seus primórdios.
II - PROGRAMA:
Os alunos, em duplas, serão OBSERVADORES nos vários cenários do Complexo
Assistencial da Unifesp, em que se realizam os atendimentos aos pacientes. As
observações serão em 4 dias distintos. Estes cenários incluem:
Centro Obstétrico PSF / UBS- Unidades Básicas de Saúde Hospital São Paulo I Hospital São Paulo II Esta observação terá um roteiro e será acompanhada por professores ou médicos que atuam no respectivo cenário, mas sem alterar a espontaneidade do serviço em questão. Haverá, em outro dia determinado, a DISCUSSÃO e ELABORAÇÃO das vivências e observações dos alunos. Estas discussões, em 4 dias diferentes serão coordenadas por professores que formarão um grupo fixo com seus alunos. Esse procedimento facilita o vínculo professor- aluno e permite maior aprofundamento das questões que surgirão. III – CRONOGRAMA
Tabela de Observação da Prática
C. Obstétrico

Tabela de Discussão
Data
IV - AVALIAÇÃO
Esta será realizada considerando a FREQÜÊNCIA dos alunos e a elaboração de relatórios individuais ao final de cada discussão e observação. Os relatórios devem ser entregues no dia da discussão. V – ORIENTAÇÕES GERAIS
♦ Presença: Obrigatória em todos os cenários, onde o responsável pela observação deverá assinar a folha de freqüência. ♦ Vestuário: É obrigatório o uso de avental. É expressamente proibido o uso de chinelos e bermudas
VI - ROTEIRO DE OBSERVAÇÃO DA PRÁTICA MÉDICA

1-
Observação do atendimento (campo aberto)
Observação de si mesmo (campo aberto)
- sentimentos - curiosidade - dúvidas - 3- Entrevista com o médico
A) sobre sua trajetória profissional, residência, pós-graduação, empregos, problemas na sua prática médica no cenário proposto; B) sua vida fora da medicina espaços de lazer, familiar; C) perguntas abertas do aluno VII - INSTRUÇÕES
1- O roteiro deve ser lido e tem função de orientar a observação e posterior escrita da 2- O item 1 descreve o cenário, coloca o contexto da observação 3- O item 3 deve se estender por volta de 30 minutos, dependendo da disponibilidade do médico e do bom funcionamento do serviço. Pode ser escrito durante a entrevista e se possível em lugar reservado, para maior conforto do médico e do aluno. Cenários:
Programa Saúde da Família
UBS Parque Novo Mundo I – Distrito de Saúde Vila Maria
R. Benedita Dornelles Claro nº 451 – Parque Novo Mundo
Dra. Catia Maria Vieira Leite Recepção dos alunos na unidade: Dra. Roseli Barros Grangel / Silvia Saída: 07:30h Local: R: Coronel Lisboa, 849 (Pró- Reitoria de Graduação) UBS Parque Novo Mundo II - Distrito de Saúde Vila Maria
R. Sold. Antonio Matias de Camargo nº 87 – Parque Novo Mundo Recepção dos alunos na unidade: Dr. Alexandre e Enfermeira Yone Saída: 07:30h Local: R: Coronel Lisboa, 849 (Pró- Reitoria de Graduação) UBS Prof. Milton Santos – Distrito de Saúde Vila Mariana
Recepção dos alunos na unidade: Dra. Maria Cristina Antunes Horta Saída: 07:30 Local: Napoleão de Barros, 928 * Os alunos retornarão à UNIFESP por conta própria
Unidades Básicas de Saúde / Áreas Gerais

UBS Aurélio Mellone – Distrito de Saúde Sacomã
R. Atílio Selva nº10 – Jardim Celeste Dra. Lucy D’Alcântara Brabosa Dra. Marichen Tseng Dra. Sandra Beatriz Paranhos Medice Recepção dos alunos na unidade: Dra. Ivanilda Argeneu Marques Saída: 07:30h Local: R: Coronel Lisboa, 849 (Pró- Reitoria de Graduação) UBS Vila Guilherme – Distrito de Saúde Vila Maria
R. João Ventura Batista nº615 – Vila Guilherme Telefone: 6901-5883 Recepção dos alunos na unidade: Dra. Miriam (Comissão de ensino) Saída: 07:30h Local: R: Coronel Lisboa, 849 (Pró- Reitoria de Graduação)
PIDA Embu

Estrada de Itapecerica a Campo Limpo, nº 554 - Fone: 4782-4724
Médicos participantes:
Dra. Miriam Hinai Recepção dos alunos na unidade: Dra. Beth Biari Saída: 08:00h Local: R: Napoleão de Barros, 928 Centro de Saúde Vila Mariana
R. Domingos de Morais nº1947 – Vila Mariana - Fone: 5571-3045 Dra. Rosinha Y. Matsubayaci Morishita Dra. Sandra Regina P.S. Borges Recepção dos alunos na unidade: Dra. Eliana Tiemi (diretora) Horário: 08:00h Os alunos se dirigirão à unidade por conta própria Hospital São Paulo I
PS – Pediatria
Responsável: Profa. Dra. Anelise Gessullo PS – Cirurgia
Rua: Napoleão de Barros, 715 – HSP - 1º andar - Fone: 5576- 4033 Responsável: Prof. Dr. Carlos Edval Buchalla / Prof. Dr. Milton Scalabrin Horário: 08:00h PS - Clínica
Centro Cochrane – Rua Pedro de Toledo, 598 tel: 5575- 2970 Responsável: Prof. Dr. Eurico Adonias Magoso Horário: 08:00h Otorrinolaringologia - Ambulatório
R: Pedro de Toledo, 650 – 3ºandar
Responsável: Prof. Dr. Carlos Augusto Anadão UTI – Unidade Cardiologia / Enfermaria
R: Napoleão de Barros, 715 – 10o Andar - Fone: 5576- 4318 Responsável: Prof. Dr. Edson Stefanini UTI – Unidade Pneumologia / Enfermaria
R: Napoleão de Barros, 715 – 11o Andar – Fone: 5576- 4130
Responsável: Prof. Dr. Oswaldo Shigueomi Beppu / Profa. Dra. Ilka
Santoro
Horário: 08:00h

Laboratório Clínico
R: Napoleão de Barros, 715 – 2º andar Responsável: Prof. Dr. Adagmar Andriolo / Dra. Maria Antônia Machado Horário: 08:00h Hospital São Paulo II
Instituto de Oncologia Pediátrica – IOP
R: Botucatu, 743 – Fone: 5080- 8400 / 5080- 8480 Responsável: Profa. Dra. Eliana Caran Horário: 08:00h Ressonância Magnética
R: Napoleão de Barros, 800 – Fone: 5572- 3562 Responsável: Prof. Dr. Artur Fernandes / Dr. David Shigueoka Radiologia
Vascular
R: Napoleão de Barros, 715 – Térreo – Fone: 5576- 4290 / 5576- 4070 Responsável: Prof. Dr. Susume Ikeda Geriatria
R: Francisco de Castro, 105 – Fone: 5575- 4848
Hematologia

Coagulação
R: Pedro de Toledo, 650 - 3º andar – Ambulatório Responsável: Profa. Dra. Dayse Lourenço Oftalmologia
Secretaria - R: Botucatu, 822 – Fone: 5085- 2010
Cirurgia Ambulatorial

Casa da Cirurgia de Mão
R: Borges Lagoa, 786 – Fone: 5571- 7106
Responsável: Prof. Dr. Flávio Falloppa – 9906- 7263
Horário: 08:00h

Casa da Cirurgia Plástica
R: Borges Lagoa, 806 – Fone: 5576- 4324 / 5579- 5709 Responsável: Profa. Dra. Dulce Martins Centro Cirúrgico Convencional
Cirurgia
R: Napoleão de Barros, 715 – 5o Andar - Fone: 5575- 8161 / 5576- 4075 Responsável: Prof. Dr. Edson K. Cury / Prof. Dr. Laércio Gomes Lourenço Horário: 08:00h Centro Obstétrico:

Hospital São Paulo
R: Napoleão de Barros, 715 – 8o Andar – Fone: 5576- 4105 Hospital de Vila Maria
R: Francisco Fanganiello, 127 – Pq. Novo Mundo – Fone: 6967- 0103 Saída: 07:00h Local: R: Dr. Diogo de Faria, 779 (Em frente ao estacionamento da Escola Paulista) Hospital
Pirajussara
Av: Ibirama, 1214 – Vila Pirajussara – Taboão da Serra – Fone: 4138- 9400 Responsável Profa. Dra. Profa. Sue Yazaki Sun Saída: 07:00hs Local: R: Napoleão de Barros, 757 Hospital de Diadema
Av: José Bonifácio, 1641 – Serraria – Diadema – Fone: 4056- 9000 Responsável Prof. Dr. Nivaldo Silva Corrêa Rocha Saída: 07:00hs Local: R: Napoleão de Barros, 757 Anexo VI – Seminário de Avaliação do Módulo de Aproximação a Prática Médica
– Curso Médico – 2003 / 18 de setembro de 2003

Local: Green Place Hotel
Coordenação:
Profa. Rosana Fiorini Puccini – coordenadora do Curso Médico/coordenadora do Profa. Julieta Freitas Ramalho Silva – coordenadora do Módulo Aproximação à Prática Este seminário foi realizado com o objetivo de avaliar as atividades do Módulo Aproximação à Prática Médica – 1ª série do Curso Médico/2003, contando com a participação de professores/profissionais da Unifesp e dos serviços de saúde – CS Vila Mariana, Pida – Embu, Distritos da Vila Maria, Vila Mariana e Sacomã, Hospitais São Paulo, Diadema, Vila Maria e Pirajussara envolvidos nesta atividade. Participaram, ainda, alunos da 1ª e 2ª série do Curso Médico. Na sessão de abertura estiveram presentes: Prof. Edmund Chada Baracat – Pró-Reitor de Graduação, Profa. Lucia Sampaio – Vice Pró-Reitora de Graduação, Profa. Helena Bonciani Nader – ex Pró-reitora de Graduação e Profa. Rosana Fiorini Puccini – coordenadora do Curso Inicialmente, a Profa. Rosana Fiorini Puccini fez uma apresentação do projeto Promed, tendo sido reforçado que este projeto encontra-se na mesma linha de mudanças desenvolvidas pela Unifesp desde a implantação do Currículo Nuclear em 1997. Posteriormente, foi apresentado o Módulo de Aproximação à Prática Médica (1ª série do Curso Médico/2003) do 1º semestre e seus desdobramentos já em curso neste 2º semestre, bem como as propostas a serem desenvolvidas na 2ª série do curso médico em 2004. A Profa. Julieta Freitas Ramalho Silva, coordenadora do Módulo, fez uma apresentação da avaliação realizada pelos alunos no final do módulo – dados quantitativos e qualitativos em relação às atividades desenvolvidas, abrindo-se então para a discussão, inicialmente, com todos os presentes e, posteriormente, em dois Grupo 1 – coordenado pela Profª. Rosana Fiorini Puccini - houve expressiva participação de todos os presentes, destacando-se as seguintes observações em • Para os professores o espaço de discussão para o planejamento das atividades permitiu a mudança de conceitos, o aprendizado e a troca de experiências e vivências entre professores de diferentes áreas de atuação • Para os alunos foi uma oportunidade de os alunos vivenciarem no primeiro ano • Os alunos consideraram que, independente do local da observação, o principal foi observar a prática médica cotidiana em todo local visitado • Destacaram a importância da diversificação das visitas para que o aluno possa ter noção do que é realmente o cotidiano da profissão médica e, portanto, o estágio cumpriu seu papel pois conseguiu mostrar para os alunos como os médicos vivem situações difíceis no dia a dia. • Alguns professores observaram que os alunos ficaram mais motivados depois da experiência, que o curso básico pode ser mais aproveitado, que houve oportunidade de entrosar as experiências vividas com a aulas • Alguns professores e profissionais externaram preocupações quanto ao significado para os alunos de se encontrarem diante de crianças com câncer • Questionou-se se não seria mais válido maior contato com a medicina • Destacaram a importância da formação anterior do aluno, seus conceitos, sua forma de lidar com o outro e que a humanização da prática médica não • Foi bem lembrada a importância do modelo externado pelo professor na • Em alguns locais houve desencontro de informações, falta de ciência dos médicos em relação à chegada dos alunos e falta de preparo para lidar com • Necessidade de retorno para os profissionais que participaram apenas da atividade de receber os alunos para saber como esses alunos se sentiram • Sugeriu-se que o contato do aluno não ficasse limitado aos médicos e se estendesse aos demais profissionais da área de saúde como enfermeiros e atendentes, pois esse convívio será uma realidade no cotidiano futuro deles. • Não tornar esta uma experiência isolada. Grupo 2 – coordenado pela Profª. Julieta Freitas Ramalho Silva e Profa. Ana Lucia O relatório deste grupo foi organizado em propostas • Colocar outros espaços do atendimento dentro da Obstetrícia (Alojamento • Ter a figura de um preceptor destacado para entender os passos do processo de trabalho que ali ocorre, em cada setor com a sua especificidade • Sugestão dos alunos - fazer um relatório por grupo • É importante a presença de um “tutor” para ajudar na integração do aluno no • Ampliar espaços de integração de quem recebe os alunos em todas as discussões, inclusive nos Grupos de Discussão • Melhorar a comunicação entre a organização ou coordenação do projeto e • Desafio – Como daqui para frente, articular os diversos conteúdos do currículo, após esta experiência vivida em conjunto, frente inclusive às novas diretrizes curriculares ainda com o Projeto de Educação Permanente do Ministério da • Como incorporar mais os cenários de prática, dentro de todo processo de • O atendimento do ambulatório do HSP é muito semelhante ao das UBSs e deverá mesmo ser revista a programação para se evitar a repetição das • Dar um eixo de integração entre todos os cenários, destacando as diferenças do ser/estar do médico em cada um deles • Os alunos gostariam de poder experimentar o que diferencia o PSF da UBS, ou seja, o atendimento feito por ”Visita nas Casas” • As discussões em grupo com os professores devem ser mantidas durante todo o curso, isto poderá contribuir para a humanização do ensino e do profissional. A questão da Morte/das Perdas, como foi discutida, foi um momento importante para os alunos, como vão passar por outros processos difíceis, manter a • Não preparar muito o cenário, para não parecer “coisa pronta/perfeita” mostrar • Surge a discussão sobre Tutoria, qual o seu papel; poderia existir uma figura Um primeiro ponto que deve ser destacado é que este tipo de experiência se mostrou extremamente positiva e que deve continuar, trabalhando-se conjuntamente para seu aprimoramento. Foram realizadas reuniões com os professores, profissionais dos serviços de saúde e visitas para que ficassem claros os objetivos desta atividade. Entretanto, a abrangência e a participação não homogênea entre todos os profissionais, por várias razões e questões operacionais, gerando algumas vezes um descompasso e uma dificuldade na compreensão dos objetivos das atividades. Isto ocorreu também em cenários do Hospital São Paulo. A preocupação com o respeito ao profissional e ao paciente foi tal que nas reuniões preparatórias foi discutido em detalhes o que aluno poderia ou não ver e fazer, como seria a consulta, do que o aluno poderia participar ou não, e que isto deveria ser estabelecido pelo profissional e Finalmente, considerou-se fundamental a realização deste seminário de avaliação, definindo-se que os relatórios com a avaliação dos alunos deveriam ser enviados aos locais onde foram feitos os estágios para os profissionais participantes. Foi destacado que este evento reflete a importância que está se dando à graduação e que todos, professores e alunos, são sujeitos ativos deste processo de mudanças. Foi ressaltado, ainda, o quanto é enriquecedor para todos esse encontro com profissionais que atuam Anexo VII – Programa do Módulo Aproximação à Prática Médica II –
Primeiros Socorros, Suporte Básico de Vida no adulto e na criança,
Técnicas e Procedimentos Básicos

CALENDÁRIO DO CURSO MÉDICO – 1ª SÉRIE / 2º SEMESTRE 2003
Agosto e setembro/2003 Turma A – Primeiros Socorros e Suporte Básico de Vida no adulto e na criança Turma B – Técnicas e procedimentos básicos Outubro e Novembro/2003 Turma B – Primeiros Socorros e Suporte Básico de Vida no adulto e na criança Turma A – Técnicas e procedimentos básicos DATA HORA AULA
ASSUNTO
8:00-8:45 Inaugural ABERTURA DO CURSO + Distribuição de seminários
9:00-9:30
Suporte Básico Pediátrico – Treinamento de Habilidades - Controle de Infecção Hospitalar - Lavagem das mãos Suporte Básico Pediátrico – Treinamento de Habilidades Medicação injetável / controle de glicemia Medicação injetável / controle de glicemia Suporte Básico Pediátrico – Treinamento de Habilidades Medicação injetável / controle de glicemia Medicação injetável / controle de glicemia Suporte Básico Pediátrico – Treinamento de Habilidades Medicação injetável / controle de glicemia Medicação injetável / controle de glicemia 8:00 – 9:00
Medicação injetável / controle de glicemia 08/09 9:00 – 12:00
Medicação injetável / controle de glicemia Intoxicações agudas por álcool e drogas Intoxicações agudas por álcool e drogas Medicação injetável / controle de glicemia Medicação injetável / controle de glicemia MÓDULO APROXIMAÇÃO À PRÁTICA II – HABILIDADES E ATITUDES
1º ANO MÉDICO – 2º SEMESTRE - 2003
AGOSTO SETEMBRO
TURMA 04/08 11/08
18/08 25/08 08/09 15/09 22/09 29/09
SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV)
PRIMEIROS SOCORROS - Seminários
INTRODUÇÃO ÀS TÉCNICAS BÁSICAS -
INTRODUÇÃO ÀS TÉCNICAS BÁSICAS -
TREINAMENTO
ESTÁGIOS
Biosegurança Sinais Curativos Punções C – UBS** OUTUBRO NOVEMBRO
TURMA 06/10 13/10
20/10 27/10 03/11 10/11 17/11
SUPORTE BÁSICO E VIDA
PRIMEIROS SOCORROS - Seminários
INTRODUÇÃO ÀS TÉCNICAS BÁSICAS -
INTRODUÇÃO ÀS TÉCNICAS BÁSICAS - ESTÁGIOS
TREINAMENTO
CARGA HORÁRIA: ALUNO: 56 HORAS
* Centro Alfa de Habilidades em Saúde ** UBS – Centro de Saúde Vila Mariana (10 alunos)
***HOSPITAL SÃO PAULO
Distrito do Sacomã: 4 unidades
HOSPITAL VILA MARIA
Anexo VIII – Aproximação à Prática Médica II – Saúde Coletiva
SAÚDE COLETIVA: PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE
SAÚDE” - 1º ano de Medicina e 1º ano de Fonoaudiologia – 2003
1. Objetivo
Possibilitar aos alunos, tendo como referência os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), o conhecimento de conceitos do Planejamento em Saúde e a discussão da organização de um sistema local de saúde.
2. Programa calendário

DIA CONTEÚDO
ATIVIDADE
09/9 - 3 a.f Sistema Local de Saúde (SILOS) 1: 23/9 - 3 a.f Sistema Local de Saúde 2: níveis de 11/11-3 a.f 1) Planejamento em Saúde: níveis de 18/11-3 a.f Planejamento em Saúde: o SUS na
3. Avaliação

Desempenho – 50% (freqüência, responsabilidade e participação; trabalho de campo e seminário) e
4. Bibliografia
Campos GWS. Modelos assistenciais e unidades básicas de saúde: elementos para debate. In: Campos GWS, Merhy EE, Nunes ED. Planejamento Sem Normas
(cap.4). São Paulo: Hucitec (Saúde em Debate – série didática), 1989. pp. 53-60.
Carvalho BG, Martin GB, Cordoni JrL. A organização do sistema de saúde no Brasil. In: Andrade SM, Soares DA, Cordoni JrL (orgs.). Bases da Saúde Coletiva
(cap.2). Londrina, PR: UEL/Abrasco, 2001. pp. 27-59.
Mendes EV, Teixeira CF, Araújo EC, Cardoso MRL. Distritos sanitários: conceitos- chave. In: Mendes EV (org.). Distrito Sanitário. O processo social de mudança
das práticas sanitárias do Sistema Único de Saúde
(cap.3) [1993]. 3ª ed. São
Paulo: Hucitec/Abrasco, 1995. pp. 159-185.
Organização Panamericana de Saúde. Conceito de sistemas de serviços de saúde. In: ________. Extensão da Cobertura dos Serviços de Saúde Baseada nas
Estratégias de Assistência Primária e Participação da Comunidade
[IV
Reunião Especial de Ministros de Saúde das Américas, 26-27/9/1977].
Washington, DC: OPAS/OMS, 1977. pp. 26-35.
Organización Panamericana de la Salud. Desarrollo y fortalecimiento de los sistemas locales de salud en la transformación de los Sistemas Nacionales de Salud
[Resolución XV-XXXIII, 30/9/1988]. In: Paganini JM, Capote Mir R (eds.). Los
Sistemas Locales de Salud: conceptos, métodos, experiencias
. Washington,
DC: OPAS/OMS (Publicación Científica N° 519), 1990. pp. 5-20.
Paim JS. A reforma sanitária e os modelos assistenciais. In: Rouquayrol MZ (ed.). Epidemiologia & Saúde (cap.18). 4ª ed. Rio de Janeiro: Medsi, 1993. pp. 455-
466.
Spedo SM, Pinto NRS, Lacaz FAC. Problema de saúde: uma abordagem da área do Planejamento e Gestão em Saúde. São Paulo: Unifesp-EPM (texto de apoio didático – TAD.01), 2002. [mimeo] 5p. Anexo IX – Temas dos Módulos – Bases Morfológicas da Medicina e
Organização estrutural do corpo humano: das células aos sistemas
Seminários:
Tema 1: Manipulando a reprodução humana • Principais métodos de contracepção no homem e na mulher. • Causas de infertilidade masculina e feminina. • Tratamento da infertilidade – técnicas de reprodução assistida • Embriões congelados e gametas não aproveitados • Causas de abortamento – gravidez ectópica • Gestação gemelar e redução de embriões • Síndromes do primeiro e segundo arcos branquiais • Defeitos de fechamento do tubo neural
Tema 4: Anomalias do sistema digestório
• Defeitos de fechamento da parede abdominal • Pseudo-hermafroditismo feminino • Síndrome adrenogenital • Síndrome de insensibilidade androgênica Pôsters:
MÓDULO: ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL DO CORPO HUMANO: DAS
CÉLULAS AOS SISTEMAS
Departamento de Biofísica e Fisiologia - UNIFESP TEMA ESCOLHIDO
Caibra Inflamação Síndrome Metabólica Adaptações fisiológicas durante o exercício em condições de stress térmico e altitude O homem e os microorganismos Obesidade: alteração da função secretora do tecido adiposo e associação com problemas cardiovasculares e diabetes Estudos de estruturas amiloidais em algumas doenças neurodegenerativas. Prolapso da Valva Mitral: complicações fisiopatológicas Controle central da ingestão alimentar Balanço de sódio e suas implicações em fisiopatologia Efeitos do uso crônico e esteróide anabólicos sobre a antropometria ecocardiograma e perfil lipoprotéico Termorregulação Há correlação entre controle da pressão arterial, exercício físico e anabolizantes? Alzheimer e síndrome de Down Diabetes: Tipos e causas Choque circulatório Insuficiência Cardíaca Congestiva. Hipertensão Arterial Avaliação da variabilidade da freqüência cardíaca Função renal: alterações no transporte iônico Análise da correlação entre obesidade e hipertensão em diferentes faixas etárias Aspectos da contração muscular e a atividade física Anexo X – Temas de seminários do Módulo Bases Moleculares
da Medicina
Nome Depto seminario
Anexo XI – Relatório da Oficina de 1ª e 2ª séries - Oficina de Trabalho:
Avaliação/Aprimoramento do Currículo Nuclear
Novembro/2003
Este documento objetiva relatar o processo de realização da Oficina de Trabalho Avaliação/Aprimoramento do Currículo Nuclear: 1a. e 2a. Séries, realizada nos dias 04 e 05 de novembro de 2003, no Braston Hotel em São Paulo. Participaram desta Oficina a Equipe Gestora do PROMED , Representantes da Pró-Reitoria de Graduação, Representantes da Comissão Curricular, Docentes do Ciclo Básico e Profissionalizante e Representantes Discentes do Curso Médico da Esta Oficina, cuja realização foi coordenada e acompanhada pela Equipe Gestora do Promed e pelo Centro de Desenvolvimento do Ensino Superior em Saúde - CEDESS/UNIFESP, teve os objetivos: avaliar/aprimorar o currículo nuclear do Curso Médico, incluindo o planejamento e a execução de Ensino Modular da 1a. e 2a. Séries, o Programa de Aproximação do Aluno à Prática Médica, desde o inicio do curso, bem como discutir e propor alternativas de problematização do ensino no contexto dos A Programação incluiu palestras, grupos de trabalho, discussão coletiva, elaboração e encaminhamento de propostas que viessem contribuir para o aprimoramento e avanço do processo de desenvolvimento do Currículo Nuclear do Foram realizadas as seguintes palestras, seguidas de debate em plenária, as
quais subsidiaram as discussões coletivas e os trabalhos de grupo: Palestrante: Profa. Dra. Rosana Fiorini Puccini. • A situação Epidemiológica no Estado de São Paulo, distritos de Vila Palestrante: Profa. Dra. Maria Angela Cainelli • O SUS em São Paulo: a organização dos Serviços de Saúde. Palestrante Profa. Dra. Rosemarie Andreazza • As Diretrizes Curriculares do Curso de Medicina e a Problematização como estratégias de ensino - aprendizagem. Palestrante: Prof. Dr. Nildo Alves Batista • A integração nos Módulos e a Problematização do ensino nos dois primeiros Palestrante: Profa. Dra. Mirlene Cecília Soares Cernach • Aproximação à Prática Médica: Como estamos? Palestrante: Profa. Dra. Rosana Fiorini Puccini Os participantes foram divididos em Grupos de Trabalho com o apoio de
facilitadores e trabalharam questões específicas, manifestando seus pontos de vistas em tarjetas que foram lidas e agrupadas nos pontos consensuais elaborados. Tomando como eixos temáticos a integração no interior dos módulos, integração inter-módulos, limites e possibilidades da problematização no interior dos módulos e a Aproximação à Prática Médica, foram formados três grupos cujos trabalhos focalizaram questões específicas a essas temáticas. Os relatórios parciais foram apresentados e discutidos em reunião plenária, I. INTEGRAÇÃO INTRA E INTER-MÓDULOS
dificuldades para esta integração intra e intermódulos, apontadas pelos
grupos puderam ser sistematizadas em 04 categorias. Dinâmica Institucional:
Redução do quadro de pessoal docente e achatamento salarial; - Professores com maior dedicação e interesse pelo ensino da pós-graduação e Pouca valorização do Curso de Graduação e da atividade de ensino; Distanciamento entre a Pró-Reitoria de Graduação e o corpo discente; Estrutura física da instituição e disponibilidade de material didático. • Especifidades Docentes
- Pouco conhecimento do contexto de saúde no país/estado e do próprio Projeto Envolvimento insuficiente dos docentes com o projeto de reforma curricular; Resistência de docentes à mudança curricular e ao processo de integração; Pouca formação didático-pedagógica de docentes para implementar o processo de - Distanciamento entre professor-aluno, prejudicando o conhecimento das expectativas discentes em relação ao Curso e a aprendizagem significativa; Falta de um consenso entre os professores quanto à utilização de estratégias de ensino que otimizem a integração dos conteúdos tanto da área básica como • Especifidades no Interior do Módulo
Falta de um objetivo comum e compartilhado para o desenvolvimento do módulo; - Dúvidas quanto ao conteúdo ideal e necessário à formação do médico estabelecida no Currículo Nuclear: conteúdos, as vezes extensos, e o tempo - Conhecimento superficial do conteúdo abordado nas diferentes disciplinas que - Sobreposição de conteúdos entre os campos disciplinares que compõem o Falta de conhecimento (conteúdo) prévio dos alunos; Organização atual de alguns Módulos impossibilitando a integração necessária. • Aspectos Metodológicos
Compreensão sobre a problematização e sua aplicação no âmbito micro e macro - Desenvolvimento de um ensino que mostre as relações de aplicabilidade do - Estratégias de integração de conteúdos e avaliação de módulos com duração - Fragilidade para garantir uniformidade no processo de avaliação do desempenho do aluno em relação aos diferentes conteúdos e estratégias de ensino utilizadas. A partir destas dificuldades, os participantes da Oficina indicaram as seguintes propostas para o aprimoramento do processo de integração nos 1º e 2º anos.
Contexto Institucional
Envolvimento de lideranças e da administração superior da instituição no processo Desenvolvimento e ampliação de processos de divulgação e discussão do Projeto Criação de espaços institucionais para favorecer a interface básico/clínico; - Realização de seminários/encontros com docentes de todos os ciclos do Curso - Implementação de estratégias de desenvolvimento e formação docente tendo em vista as transformações previstas/desejadas; Continuação da luta pelas reivindicações da UNIFESP junto ao Governo Federal - Estabelecimento de incentivos locais/institucionais para a realização de projetos/ações relacionados à mudança curricular; Consolidação de uma política de valorização da graduação; Consolidação de um processo de avaliação do Curso/Módulos/Disciplinas e ampla - Ampla divulgação da filosofia; metas e estratégias de ação do PROMED, seu processo de implantação e resultados à toda comunidade acadêmica da • Aspectos Metodológicos
- Desenvolvimento de um ensino que assuma como foco principal o aluno, valorizando seus conhecimentos prévios, expectativas e objetivos acadêmicos; - Estabelecimento de uma Agenda de Trabalho para o professores discutirem periodicamente os conteúdos e identificarem as áreas comuns e complementares - Aprimoramento das disciplinas eletivas e implantação de seminários - Criação de estratégias de negociação que possam mediar casos de conflitos relativos aos conteúdos com vistas a garantia da interdisciplinaridade. II. PROBLEMATIZAÇÃO
No contexto da integração intra e intermódulos os integrantes da Oficina discutiram as propostas que podem facilitar/favorecer a Problematização como metodologia de
ensino nos 1º e 2º anos, cujos resultados são também organizados em categorias. • Contexto Institucional
Planejamento e definição de temas problematizadores de modo integrado - Conhecimento de experiências da aplicação da problematização tanto no âmbito da UNIFESP como de outras instituições. • Contexto dos Módulos
Participação simultânea de diferentes disciplinas na mesma aula/dinâmica Criação de mecanismos que facilitem a problematização com adequada integração Integração dos conteúdos dos módulos; Abordagem interdisciplinar do organismo saudável x patológico; - Resgate de conteúdos adquiridos nos módulos anteriormente realizados, identificando as lacunas presentes e propondo caminhos para superação. • Aspectos Metodológicos
Introdução dos primeiros conceitos básicos e identificação do momento adequado Incentivo ao uso de resenhas de jornal de grande circulação sobre temas do curso Realização de Estudos Dirigidos, Seminários relacionados às atividades práticas; - Elaboração de organograma/mapa conceitual visando favorecer o processo de - Consideração às expectativas dos alunos, tomando-as como ponto de partida ao (re) planejamento das atividades de ensino-aprendizagem. III. APROXIMAÇÃO À PRÁTICA MÉDICA
Partindo da análise situacional do Programa de Aproximação à Prática Médica, iniciado neste ano letivo, os grupos de trabalho discutiram propostas para o
Destacou-se a necessidade de definir previamente em quais pressupostos e
diretrizes este Programa deve se desenvolver.
- Definição sobre o que se pretende com a aproximação levando em conta os diferentes níveis de complexidade do processo de formação do médico. (Ex.: proceder à aproximação em primeira instância; criar vínculos com famílias ou Consideração dos princípios do SUS como fundamentos ao processo de formação médica: Integralidade; Universalidade; Controle social; Equidade; e Conceito ampliado de saúde (educação, habitação, transporte, qualidade de vida): SUS - Ênfase à responsabilidade social que envolve o contato de um profissional da saúde com o paciente e a população, considerando que qualquer atividade de aproximação deverá estar apoiada em conceitos fundamentais de ética e filosofia. As propostas para o aprimoramento foram inúmeras, sendo agrupadas em 02 grupos:
Adequação da Proposta vivenciada
Reavaliação dos cenários de práticas em relação a calendário/horário do Curso; Planejamento das atividades práticas com os profissionais envolvidos levando em conta os objetivos norteadores desta prática; Envolvimento de um número maior de docentes nas atividades práticas, incluindo a participação de professores do Ciclo Básico tanto na prática assim como nos Esclarecimento aos alunos quanto aos pressupostos e objetivos da prática médica e seu processo de desenvolvimento, resgatando a experiência pessoal/anseios; Aprimoramento do preparo dos alunos para essa atividade, visando deixá-los mais confortáveis, incluindo diversas técnicas de treinamento e comunicação (ex.: Acompanhamento por meio de Tutorias dos momentos da aproximação; Troca de experiências quanto ao processo de aproximação à prática. Implementação de novas ações:
- Discussão de prontuários pré-selecionados com docentes das áreas clínicas e
Capacitação dos alunos sobre técnicas de comunicação para o público em geral e pacientes (Ex: comunicação interpessoal, como falar adequadamente com as pessoas, como explicar, como se colocar, realização de entrevistas, dramatização) - Criação de uma rotina de aproximação: conhecer a pessoa e sua “história” pessoal, contato com o doente logo ao chegar na faculdade; contato com a comunidade nas Unidades Básicas de Saúde; e um espaço de discussão posterior às atividades de aproximação com os docentes; - Início do processo de aproximação à prática nas comunidades atendidas pela - Envolvimento dos alunos do 2º ano do Curso na realização de diagnósticos das necessidades de determinada comunidade com o propósito de desenvolver temas de Educação em Saúde a serem desenvolvidos por esses alunos como atividades - Favorecimento do retorno aos cenários de contato com a população e pacientes com o objetivo de desenvolver atividades de ensino e intervenção; - Desenvolvimento de aulas práticas para voluntários e interessados dentro da comunidade sobre primeiros socorros (ex.: acidentes, fraturas, intoxicações, etc) - Implementação de Laboratório de Atitudes (trabalho em duplas e registro através de filme para posterior apresentação e avaliação) num trabalho conjunto da psicologia médica, sociologia, saúde coletiva; - Utilização de recursos audiovisuais (ex.: filmes, documentários, etc.) fomentando debate, análise e auto - crítica do tema em estudo; - Incentivo à parceria dos módulos com a Psicologia Médica que desenvolve estudos sobre a relação médico-paciente; Aproveitamento das condições de infraestrutura da UNIFESP para a produção de recursos didáticos (ex.: vídeos, material impresso, entre outros), que possam ser utilizados nas diferentes atividades educativas junto a comunidade; - Convite a especialistas na área da Comunicação para subsidiar a formação de professores e alunos neste campo do conhecimento. Na finalização da apresentação e debate dessas propostas foi indicada a formação de uma Comissão de Planejamento do Módulo de Aproximação à Prática Esta Comissão terá a representação do CEDESS, docentes da área básica, docentes do Setor de Planejamento em Saúde e da área das Ciências Humanas, docentes participantes do Módulo de Aproximação à Prática Médica, realizada em 2003 pelo 2º Ano, e representante do corpo discente. Anexo XII – Relatório da Oficina do Internato/Unifesp-EPM
Dezembro/2003
Este documento objetiva relatar o processo de realização da Oficina de Trabalho INTERNATO - UNIFESP/EPM, realizada nos dias 05 e 06 de dezembro de 2003, no Grand Hotel Cad' Oro em São Paulo. Participaram desta Oficina a Equipe Gestora do PROMED, Representantes da Pró-Reitoria de Graduação, Representantes da Comissão Curricular, Docentes do Internato e Representantes Discentes do Curso Médico da UNIFESP. Esta Oficina, cuja realização foi coordenada e acompanhada pela Coordenação do Curso Médico, pela Coordenação do Internato, pela equipe gestora do Promed e pelo Centro de Desenvolvimento do Ensino Superior em Saúde - CEDESS/UNIFESP, teve como objetivo central: “rediscutir o Internato do Curso Médico, avaliando o modelo vigente e estudando propostas de aprimoramento”. A Programação incluiu uma mesa redonda, palestras, grupos de trabalho, discussão coletiva, elaboração e encaminhamento de propostas que viessem a contribuir para aprimoramento do Internato no âmbito de desenvolvimento do Currículo Foram realizadas as seguintes palestras, seguidas de debate em plenária:
Palestrante: Profa. Dra. Rosana Fiorini Puccini. Desafios Atuais da graduação em medicina e Internato Palestrante: Prof. Dr. Nildo Alves Batista A Mesa Redonda - O Internato em Diferentes Contextos Universitários, incluiu o relato de experiências de planejamento do Internato das seguintes Instituições: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - USP Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas - Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo Foram apresentados quatro modelos de Internato que, considerando-se as especificidades de cada Instituição, apresentavam diversos pontos em comum, indicando tendências da estrutura desta etapa de formação em nosso país. Essas atividades coletivas forneceram importantes subsídios para a realização subseqüente dos trabalhos de grupo, que tiveram os seguintes objetivos: “reelaborar os objetivos e os princípios direcionadores do Internato do Curso Médico” e “encaminhar propostas de aprimoramento com vistas aos objetivos e princípios Para tanto, os participantes foram divididos em dois Grupos de Trabalho,
que, com o apoio de facilitadores, trabalharam sobre temas específicos do Internato (princípios, objetivos e modelo), indicando seus pontos de vistas em tarjetas que foram lidas e agrupadas em categorias, tendo em vista as discussões coletivas e futuros trabalhos. Foram também propostos encaminhamentos, dirigidos à apreciação da PRINCIPIOS NORTEADORES PARA O REPLANEJAMENTO DO INTERNATO
MÉDICO NA UNIFESP/EPM:
Formação geral do médico, nas áreas de Clínica Médica, Cirurgia, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Saúde Coletiva e Saúde Mental, que propicie fundamentos para a formação de profissionais preparados para atuarem em áreas gerais e, também, para atuarem como especialistas, docentes e Formação voltada para um profissional com conhecimentos técnico-científicos e habilidades, humano, motivado a aprender, ético, com responsabilidade social e capacidade de reconhecer o outro como sujeito, crítico, criativo, capaz de comunicar-se e com conscientização política. Formação voltada para o desenvolvimento, pelo futuro profissional, da autonomia no acesso à informação e na construção do próprio conhecimento, tomando a investigação como um eixo de formação. Formação para a atenção à saúde com respeito aos princípios de globalidade, equidade, integralidade das ações, acessibilidade e universalidade, considerando o conceito ampliado de saúde. Valorização dos aspectos bio-psico-sociais, no contexto do indivíduo, da Preparo para a “vida de médico” em um contexto integrado, que leve em consideração os diversos atores envolvidos no processo: discentes, docentes, a Instituição, o mercado de trabalho, a comunidade e o governo. Treinamento em serviço: a prática como eixo fundamental das atividades, valorizando os conhecimentos anteriormente construídos e aprimorando/aprofundando competências, através da experiência clínica. Formação progressiva na complexidade da intervenção no atendimento à saúde nos diferentes cenários (hospitais, UBS, ambulatórios, comunidade.). Atividades de ensino-aprendizagem em pequenos grupos, sob supervisão permanente de preceptores adequadamente capacitados. Valorização, na formação do interno, do desenvolvimento da resolubilidade (solução de problemas) e da responsabilidade, como aluno, no atendimento. Avaliação permanente da aprendizagem, voltada para competências (conhecimentos, habilidades e atitudes). Desenvolvimento de um processo de avaliação que possibilite um OBJETIVOS DO INTERNATO MÉDICO NA UNIFESP/EPM:
Formar um médico voltado para o atendimento às necessidades básicas de saúde da comunidade, capaz de prestar, com responsabilidade, assistência a pessoas com as doenças mais prevalentes, em todas as faixas etárias, considerando as especificidades dos ciclos de vida, o que implica em: o Estabelecer hipóteses diagnósticas e realizar o diagnóstico diferencial, o Indicar e interpretar exames subsidiários, o Realizar procedimentos essenciais em situações de emergência e o Realizar adequadamente procedimentos habituais na prática médica, tais como: prescrição, atestados, injeções, punções, exame pélvico, fundo de olho, sutura, parto e pequenas cirurgias. Capacitar o interno à promoção da saúde e à prevenção da doença. Estimular a dimensão cuidadora da prática médica, desenvolvendo no aluno a capacidade para o acolhimento e a preocupação com o sofrimento humano. Aprimorar a capacidade de observar, ouvir, pensar e agir com competência técnica e ética, no contexto da atenção integral à saúde e do respeito à Capacitar o aluno para uma atuação que considere a organização e a competência dos diferentes níveis de atenção à saúde. Capacitar os alunos para o cuidado de pacientes fora de possibilidades terapêuticas, realizando cuidados paliativos e evitando tratamentos Desenvolver um processo de formação prática com fundamentos teóricos sólidos, com a finalidade de desenvolver a segurança do aprendiz e a MODELO DO INTERNATO MÉDICO:
Na Oficina de Trabalho, os dois grupos indicaram o modelo rotativo para o
Internato, com diferentes possibilidades de desenhos organizacionais. Tais propostas não constituem pontos consensuais da Oficina, mas representam itens para ulterior análise e discussão pela Comissão de Internato e pelos demais órgãos colegiados envolvidos com o currículo da graduação na Escola. Manutenção do modelo atual com o aperfeiçoamento de uma lógica baseada em sistemas, com maior integração dos Departamentos e Disciplinas. Inversão da seqüência de formação vigente, assumindo uma lógica de complexidade progressiva da atenção: no 5º ano, partir do geral (atual 6º ano) para, no 6º ano, inserir as especialidades (atual 5º ano). Rodízio pelas grandes áreas de atuação profissional com enfoque das especialidades como “satélites” através de atividades específicas (discussões, seminários, estudos de caso) com a participação de Especialistas. Inserção de atividades longitudinais, no sentido de possibilitar, por exemplo, o acompanhamento ambulatorial do paciente ao longo de períodos maiores (3-6 PROPOSTAS DE ENCAMINHAMENTO:
De forma análoga às propostas de desenho do Internato, os tópicos a seguir representam reflexões surgidas nos grupos, que deverão ser objeto de análise pela Comissão de Internato. Nos grupos foram discutidas propostas relativas ao Internato propriamente dito e ao currículo da Escola, como um todo. No âmbito do internato propriamente dito: Formar um Grupo de Trabalho para elaborar uma proposta de mudança, considerando as discussões e os relatórios originados nesta Oficina. Entender o Internato como processo contínuo de discussão/avaliação. Identificar modelos de internato no contexto nacional e internacional, com o objetivo de trocar experiências que possam aprimorar o processo de formação. Elaborar e divulgar o Plano de Trabalho de cada estágio do Internato: objetivos, competências, conteúdo, estratégias, avaliação e bibliografia. Rever a grade curricular do internato, evitando estágios curtos, rodízios em ambulatórios muito específicos etc. Elaborar lista de “procedimentos mínimos” em cada área, que serão habilidades a serem desenvolvidas e avaliadas na formação. Inserir atividades que orientem o aluno na sua futura carreira profissional (relativas às áreas de administração, economia da saúde, planejamento etc.). Criar um Journal Club específico para internos. Estimular e exigir dos internos maior responsabilidade com atendimento ao paciente (evolução, prescrição e conduta). Criar, ampliar e aprimorar serviços primordialmente voltados para o ensino do Internato (por exemplo, o Vila Maria). Criar estágios longitudinais de maior duração, ambulatoriais e de enfermaria, Criar um módulo piloto integrado longitudinal das grandes áreas, que inclua os diferentes níveis de complexidade da atenção à saúde. Criar, para o 5º. Ano, estágios ambulatoriais de Clínica Médica, Pediatria e G.O. em sistema local de saúde (UBS) – 4 semanas. Implementar estágios em hospital de atenção secundária em enfermarias Clínico-Cirurgicas, de G.O. e de Pediatria. Identificar os docentes (efetivos, médicos, preceptores etc.) diretamente envolvidos com alunos do internato, envolvendo-os mais intensamente. Criar um Programa Docente-Referência nos Departamentos: um professor ao qual o interno possa dirigir-se, quando necessitar de orientação quanto à sua Estimular o interno a orientar os alunos do 3º e do 4º anos, para o Incentivar o envolvimento dos alunos no processo de avaliação do Internato através do preenchimento de Questionário específico. Estabelecer turnos de plantão diferenciados: 5º ano - noturno e 6º ano – diurno. Programar férias de 2 semanas para o 5º ano. Criar um Grupo de Trabalho que elabore uma proposta de avaliação dos alunos nos diversos anos e estágios – incluir a Comissão da prova de progresso (já existente e coordenada pela Profa. Emília) neste Grupo de Incorporar conteúdos das especialidades do 5º ano na estrutura modular do 3º e do 4º anos, com maior integração teórico-prática. Dar continuidade às discussões a respeito da contínua revisão do currículo como um todo, no sentido do seu aprimoramento. Dois tópicos de caráter geral foram também discutidos na Oficina. O primeiro refere-se à discussão, na Escola, da necessidade da valorização institucional das Elaborar e encaminhar documento a ser apresentado a todas as instâncias da UNIFESP, visando a exposição do problema de pouco estímulo para as atividades de ensino da graduação. O segundo diz respeito à importância da discussão dos relatórios das Oficinas realizadas nas diversas instâncias da UNIFESP: Divulgar o relatório da Oficina na UNIFESP, para as Subcomissões, Comissão de Internato, Comissão Curricular, Conselho de Graduação e CONSU.

Source: http://www.promed.unifesp.br/pdf/relatorio1.pdf

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1. Which drug is the drug of choice for “pulse steroid“ therapy? A. Methylprednisolonum B. Hydrocortisonum C. Prednisolonum D. Prednisonum 2. The most common side effect of ACE inhibitors is: A. Taste disturbances B. Dry cough C. Somnolence D. Hypokalemia 3. Allergic reactions are most common in the use of: A. Streptokinasum B. Urokinasum C. Alteplasum D. Reteplasum E. Tenecteplasum 4.

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