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CENFIC, 1995
O TRATAMENTO DE AZULEJOS EM OBRAS DE REABILITAÇÃO
CONTRIBUTOS PARA UM VÍDEO
Nota prévia:
Este primeiro texto foi desenvolvido a partir da compilação de apontamentos de uma aula dada pelo Dr. João Antunes, Assistente no Departamento de Química da Universidade de Évora a que tive a grata oportunidade de assistir quando leccionava no Mestrado de Conservação do Património Arquitectónico e Paisagístico. Esta redacção conta também com o contributo de alguns estudos de Inês Pincho, que comigo estagiou no Núcleo de Arquitectura do LNEC. Alguns sub-capítulos referentes ao levantamento, transporte e assentamento do azulejo referenciam-se num texto manuscrito de título "Recuperação do Azulejo", da autoria do Arq.º Latino Tavares. UE, Dep. Química, ap. 94, 7001 Evora codex;
Restauradora Carmo, Pal. Fronteira, 7780357, c. 8127396)
1. INTRODUÇÃO
2. BREVE ENQUADRAMENTO HISTÓRICO E ARQUITECTÓNICO DO USO DO AZULEJO EM
PORTUGAL
2.1 Tipologia histórica, principal cronologia
Sob o ponto de vista da caracterização histórica do material deverá abordar-se a seguinte cronologia base: Sec. XIII - Primeiros revestimentos cerâmicos vidrados. Muitas vezes aplicados nos pisos (cerâmica de
solo).
Exemplos: Alcobaça, primeiros "azulejos" em Portugal
Sec. XIV - Azulejo "Alicatado" importado de Granada. Placas monocromáticas que permitem
composições geométricas notáveis na sua articulação com a arquitectura, mas obrigando a uma mão-de-
obra muito especializada e exigindo uma técnica muito trabalhosa na aplicação.
Exemplos: Sintra; Alcobaça?
Sec. XV - Azulejos hispano-árabes, invenção do azulejo segundo um modelo arquétipo do actual.
Concebido para facilitar a "exportação", assim fabricam-se em placas quadradas vidradas, incluindo
composições com desenhos geométricos que reproduzem o "alicatado" (muito dependente do
executante), sendo esse desenho e as suas diferentes cores impressas no próprio corpo cerâmico (chacota), depois de primeira cozedura colocam-se e dividem-se os pigmentos em espaços próprios e bem delimitados (técnica da "Corda seca" ou de "Aresta"). A cozedura é executada entre os 800 e os 950 graus, para obter a uma estrutura tridimensional coesa na cerâmica. Os azulejos aplicados em Portugal são quase exclusivamente importados de Sevilha, existem alguns que provêm de Valência e Marrocos. Exemplos: Palácio de Sintra; Sé Velha de Coimbra; Quinta da Bacalhoa em Azeitão.
Séc. XVI - Técnica da "Majólica". Procede-se a uma primeira cozedura da Chacota; uma segunda
cozedura com os desenhos e respectivos pigmentos pintados sobre uma primeira camada de óxido de
estanho o qual depois de cozer se torna branco opaco, incorporando os outros pigmentos. O desenho
deixa de estar condicionado e limitado pelas marcas da chacota, passando a ser produzido sob a
responsabilidade do maior ou menor talento e da mão, mais ou menos hábil, de um pintor. Surgem
novos tipos de pigmentos que permitem temperaturas mais baixas nas cozeduras.
Na 2ª metade do Séc. XVI verifica-se um grande desenvolvimento da aplicação do azulejo em Portugal, à qual não será estranha, certamente, a unificação política e o seu processo de afirmação histórica e nacionalista. Inicia-se a influência Holandesa, depois da Espanhola. Sec. XVII - Vulgariza-se o azulejo de "Figura Avulsa" e a sua importação da Holanda. É o século do
grande desenvolvimento da utilização do azulejo. No fim do século evoluiu-se para a primazia das
composições de azulejo em "azul e branco" com notável integração arquitectónica e de
(de)(re)construção espacial.
Exemplos: Palácio Fronteira.
Sec. XVIII - Predomínio do "azul e branco".
Séc. XIX - Técnica da estampilha. Como efeito da revolução industrial, desenvolvem-se tecnologias de
produção em grandes séries e por processos mecânicos. Modificam-se também os constituintes da
massa cerâmica, a matéria prima base passa a ser a argila mais o pó de quartzo que constituem uma
chacota muito mais branca o que permitirá dispensar o óxido de estanho, obtendo-se uma placa mais
resistente e muito mais barata devido aos constituintes e processo mecanizado de fabrico.
Exemplos: Produções da Fabrica de Sacavém e Viúva Lamego.
2.1 A aplicação do azulejo como material de revestimento exterior nas fachadas urbanas1
De longa tradição entre nós, o azulejo adquire a partir da segunda metade do século XlX, um novo vigor entrando numa nova fase de expansão e de prosperidade. Provavelmente devido a influências brasileiras, a sua aplicação em fachadas urbanas de edifícios correntes, generaliza-se no Norte do país (Porto) estendendo-se rapidamente para o Sul e marcando definitivamente a paisagem urbana portuguesa dos finais do Sec. XIX. Esta grande popularidade do azulejo resultava de uma íntima aliança entre o seu elevado poder expressivo - estabelecendo novos diálogos com uma arquitectura urbana em geral humilde e contida - e a sua eficácia construtiva e económica. O azulejo fornecia novas hipóteses de expressão arquitectónica, mais pluralista e individualizada, desejada pela nova, próspera e eclética burguesia de novecentos. A sua aplicação estender-se-á, em "reabilitações" sucessivas, a edifícios construídos muitos anos antes, como por exemplo alguns edifícios da Baixa Pombalina. 1 Texto baseado no estudo de Inês Pincho - O azulejo como material de revestimento exterior, LNEC, 1995 (apontamentos para uma monografia de estágio). Esta moda acaba por fornecer à arquitectura urbana portuguesa, uma expressão arquitectónica muito própria fornecendo-lhe característica decorativas e estéticas únicas. As razões deste sucesso parecem simples: o azulejo oferecia um material de revestimento e protecção com elevada durabilidade, a sua superfície vidrada apresentava boas característica de resistência mecânica e química (resistência aos factores meteorológicos e poluentes), por outro lado, a utilização de argamassas adequadas e compatíveis com a base (argamassas tradicionais à base de pasta de cal aérea) garantiam uma boa ligação ao tosco da parede e simultaneamente uma boa resistência aos efeitos de retracção durante a secagem. Apresentando uma enorme variedade de cores e padrões, mais raramente de relevos, o azulejo tornava-se um elemento decorativo primordial para a arquitectura doméstica, a qual explorava criativamente as suas inesgotáveis capacidades de modelação e repetição de elementos, formando surpreendentes padrões, que criam inesperadas reverberações da luz nos espaços urbanos, em ritmos e dinâmicas próprias que marcam ruas inteiras. Para além do seu valor autónomo, como elemento decorativo, o azulejo integra-se notavelmente na composição arquitectónica transformando-se num importante elemento de composição de fachada e ligando-se profundamente á estrutura léxical e tectónica do edifício, numa enorme variedade de soluções. Em diversos casos, a sua utilização é estabelecida á "priori" fazendo parte integrante do próprio projecto de arquitectura: veja-se algumas produções do período Arte Nova. Permite também a individualização e apropriação, assim como o remate e arranque das composições: repare-se na frequente marcação dos pisos térreos (principalmente quando se destinavam ao comercio) com padrões diferentes dos aplicados na parte superior das fachadas (um verdadeiro basamento), repare-se nos frisos e cercaduras que rematam a superfície azulejada no encontro com os elementos de cantaria (nos vãos, nos embasamento, ou na cornija), e/ou a frequente marcação horizontal entre os diferentes pisos. O azulejo tornou-se um material alternativo que respondia eficazmente ás habituais carências económicas e técnicas, que sempre caracterizaram e individualizaram a especificidade da nossa arquitectura. Assim nesta e perspectiva, os paireis azulejados criam cenários, substituindo outros elementos arquitectónicos de pedra ou estuque (certamente mais caros e de mais difícil execução). A aplicação da lógica da produção industrial ao azulejo embarateceu-o notavelmente e, se por um lado lhe reduziu alguma da magnífica variabilidade e alternância que marcavam o fabrico artesanal, forneceu-lhe também novas hipóteses de exploração formal e estética. O azulejo de padronagem permite diferentes leituras em função da distancia a que se coloca o observador. Quando observado de perto os pormenores do desenho e as cores individualizam-se e ganham definição. Mas ao longe surgem novas leituras, os azulejos agrupam-se para formar padrões que modificam e modelam a superfície parietal, gerando linhas dinâmicas ou criando a ilusão de relevo, as cores individualizadas ao perto criam ao longe (por efeito óptico) novas misturas que geram novas tonalidades muitas destas impossíveis de reproduzir com as tintas da época. "A luminosidade desempenha um papel importantíssimo no efeito produzido pelos azulejos de fachada, nos dias de céu descoberto os raios solares reflectem-se intensamente nas zonas mais expostas, criando superfícies espelhadas em que os desenhos dificilmente se distinguem, enquanto que nos dias encobertos, os azulejos ganham uma nova riqueza de colorido e os desenhos adquirem uma impressionante nitidez". Os azulejos, assim como outros acabamentos e revestimentos tradicionais de fachadas, reflectiam a região de onde proviam, através da diferença entre as matérias primas e as técnicas utilizadas no seu fabrico, variando as cores, as característica do desenho e os pormenores de acordo com as fábricas onde eram produzidos (hoje esta regionalização do azulejo já praticamente não existe)2. A produção e utilização intensiva do azulejo de padronagem perde-se no início do nosso século (a partir dos anos 20 em Lisboa). Registam-se a partir daí tentativas pontuais para a sua reutilização e renovação, destacando-se figuras como a do arquitecto Pardal Monteiro, Keil do Amaral e mais tarde Fernando Távora, que comprenderam a sua importância para a especificidade da cultura arquitectónica Portuguesa e continuaram a sua aplicação em obras chave na produção dos anos 40, 50 e 60. 2.3 - O Azulejo em Portugal no século XX : a sua integração na arquitectura de autor
A partir do início deste século, por motivos ainda mal conhecidos - já se apontou a eventual existência de uma deliberação camarária de Lisboa (nunca publicada) surgida nos anos 20 e com base em pareceres dos bombeiros sobre eventuais riscos de desprendimento, sobretudo em caso de fogo - assiste-se a um progressivo abandono do azulejo como revestimento de fachada. Poucos projcetos dos anos 30 e 40 o utilizarão. Talvez a lógica modernista "do estilo caixote", ou seja da predominância nessa arquitectura da estética dos volumes puros, traduzida em edifícios que queriam parecer eficientes máquinas "de betão armado", também contribui-se para esse abandono. O revestimento de fachadas a azulejo nunca mais foi retomado ou renovado de forma extensiva, poderíamos também dizer que não foram criadas melhores alternativas, em termos de revestimentos ou acabamentos, sobretudo em termos de riqueza expressiva. Por outro lado, as demolições levadas a cabo nas últimas décadas, por avançado estado de degradação ou por simples critérios de renovação urbana, retiraram ás nossas cidades grande parte desta importante riqueza cromática e decorativa, que tanto animava certos espaços do nosso quotidiano. Assistindo-se á perda de parte importante do nosso património cultural e a um empobrecimento cada vez maior da imagem urbana portuguesa, onde o mau gosto, a indiferença conceptual ou estética e o exclusivo interesse nos lucros imobiliários, abundam e dominam o espaço. A azulejaria portuguesa do o início do século XX até aos anos 40, caracteriza-se pela evolução paralela de correntes opostas : A corrente tardo-romântica, revivalista e as expressões modernas da Arte Nova e da Arte Deco. A corrente dos pintores nacionalistas e revivalistas enquadra-se bem no gosto popular, romântica e saudosista, inspira-se em temas históricos, regionais e religiosos. É nas estações de caminhos de ferro e nos mercados que encontramos maior número de exemplos , painéis representando monumentos, paisagens ou motivos etnográficos 3.Nas igrejas também podemos encontrar alguns exemplos desta corrente, sob a forma de revestimentos exteriores monumentais invocando temas religiosos. Embora em alguns casos tivesse alcançado uma certa monumentalidade, característica da azulejaria portuguesa de outrora., as inovações em termos técnicos ou estéticos foram nulas, não contribuindo assim para a renovação ou dinamização da arte azulejar em decadência durante todo este período. 2 A argila utilizada no seu fabrico é um silicato de alumina hidratado, cuja cor natural é acinzentada e pode apresentar tons mais ou menos avermelhados conforme as quantidades de óxido de ferro que contem, e que variam segundo a região de onde é extraída. As técnicas de pintura sobre o vidrado reflectiam directamente os processos de manufactura que individualizavam a fábrica onde eram produzidos: se estampilhados ou estampados (ou impressão a talhe doce, monocromáticos, em cores neutras e mortiças, num contorno do desenho mal definido) e/ou aérografados (ou ao terceiro fogo). 3 Átrio da Estação de S. Bento, Porto, Jorge Colaço (1868-1942) /foi o pintor mais representativo na época. Estação de Vila Franca de Xira, 1930, (representa um barco na leziria e tem um enquadramento neo-barroco Mercado de Setúbal, Pedro Jorge Pinto A Arte Nova desenvolve-se com grande intensidade no 1º quartel do século XX, acompanha a renovação dos hábitos sociais e o desenvolvimento cosmopolita da época. O decorativismo livre da Arte Nova atinge na azulejaria portuguesa, uma dimensão sem paralelo nas outras artes plásticas. Caracteriza-se pela predominância de cores fortes, pela sensualidade plástica dos motivos e sugestões volumétricas, pela saturação e densidade dos ornatos, inspirando-se em temas animais e vegetais. São também característicos os azulejos de padronagem ligeiramente relevados, em pó de pedra e vidrados a uma ou mais cores (das fábricas de Lisboa) ou os azulejos decorados por estampagem industrial (geralmente da fábrica de Sacavém. Distinguem-se neste período vários azulejos criados por Rafael Bordalo Pinheiro, nomeadamente os padrões de nénufares e rãs, e os frisos ornamentais como o dos gafanhotos e o das borboletas, utilizados principalmente em padarias4. A partir da sua fábrica nas Caldas desenvolveu uma notável actividade no campo da azulejaria, introduzindo algumas inovações, como a reprodução com novas técnicas de motivos de inspiração hispano-árabe.Com a sua morte em 1905 parte deste esforço inovador se perdeu. Os azulejos de inspiração Arte Nova foram principalmente aplicados em entradas de prédios e em recintos comerciais (padarias, tabernas, talhos, leitarias, quiosques, etc.), sob a forma de painéis figurativos, revestimentos de padronagem ou apenas em frisos e barras decorativas. São também características e numerosas, as fachadas decoradas com este tipo de azulejo. Assiste-se nesta época à expansão de Lisboa, através da construção das Avenidas Novas integradas no plano do arquitecto Ressano Garcia (e á construção do Bairro de Stº Amaro). Os novos edifícios já não são integralmente revestidos a azulejo, como acontecia no período anterior, em quase todas os casos. Agora a aplicação do azulejo é reduzida, na maior parte dos casos a barras decorativas, aplicadas nas platibandas, frisos e na marcação de vãos e em alguns casos no preenchimento de frontões5. Mas de certa forma constituem expressões tímidas e pouco expressivas de uma corrente caracterizada pela profusão e saturação de ornatos, evidenciando já o abandono a que o azulejo será votado nos anos seguintes. A partir desta altura os azulejos praticamente desaparecem das fachadas dos edifícios que se vão construindo em Lisboa, tendência que pouco depois se alargará a todo o país. "Tem-se afirmado que por volta de 1920 foi publicada uma postura camarária que proibia a aplicação de azulejos de fachada em Lisboa". No que respeita ás razões subjacentes a esta decisão são levantadas algumas hipóteses, podendo estar relacionada "(. ) com medidas proteccionistas em relação a outros materiais de construção tais como o mármore, o mosaico de vidro e o mosaico hidráulico. Operários de fábricas de azulejo contemporâneos dessa medida dão outra explicação: teriam sido as Corporações de Bombeiros que pressionaram a Câmara de Lisboa nesse sentido, uma vez que os azulejos se podem desprender, constituindo um risco eventual para as pessoas que se deslocam na via pública."6. Contudo não existe 4 Panificadora do Campo de Ourique, Lisboa, 1900 (borboletas em tons verdes e amarelos sob fundo preto). 5 Rua Praia da Vitória,Lisboa, 1913, Freitas (revestimento de padronagem relevada, castanho-alaranjado; na cimalha friso e frontão- elementos vegetais e um pavão -no frontão semi-circular). Pavilhão no Cais do Sodré, Lisboa, 1916, José António Jorge Pinto, painel "A Gaivota" (principal pintor da época, composições e paineis alegóricos para quiosques e leitarias) 6 Revista Municipal de Lisboa "Azulejos de fachada em Lisboa -II" confirmação de que alguma vez esta postura tenha realmente existido, para além do registo de protestos (?Tomás Ribeiro Colaço 1938) e de memórias descritivas apresentadas na câmara de Lisboa, contra argumentando tal imposição. O azulejo desaparece completamente das fachadas dos vários bairros construídos durante este período em Lisboa, nomeadamente os bairros de Alvalade e do Areeiro de Faria da Costa, encerrando-se assim um ciclo da azulejaria portuguesa iniciado no século passado. Pardal Monteiro ao propor o azulejo como revestimento exterior, do seu edifício situado no gaveto formado pelas Ruas do Salitre e do Vale do Pereiro7 terá de solicitar à câmara a indispensável autorização. Apresentando como argumentos a necessidade do ressurgimento desta indústria "tão portuguesa" e de tão longa tradição entre nós, que se deverá adaptar as novas interpretações estéticas e à nova arquitectura "dentro de uma expressão francamente de espírito novo". Idêntica atitude também se regista por parte do arquitecto João Simões em 19498, na apresentação da memória descritiva para um edifício da sua autoria, justificando a sua opção pelo revestimento azulejar exterior. No Norte do país também se registam, por parte de alguns arquitectos, tentativas inovadoras na renovação e integração do azulejo na nova arquitectura. Nestes projectos tentou-se conjugar os novos materiais, como o betão à vista, com superfícies azulejadas, experimentando novos desenhos e novas composições de alçado. Constituem exemplos destas tentativas os edifícios de habitação projectados pelos arquitectos José Carlos Loureiro9 e por Fernando Bento no Porto, e a Estação de Pilotos no Porto de Leixões de autoria do arquitecto António Sérgio Menéres. Mas estes exemplos constituíram expressões isoladas e sem continuidade no contexto da Nos anos 30/40 a mudança de gosto operada com a Grande Guerra, traz para a azulejaria portuguesa a influência das Arts Decoratifs, que se manifesta através de uma grande depuração e rigor geométrico dos desenhos ou composições, pela anulação dos efeitos volumétricos e por uma grande severidade decorativa, em clara oposição á liberdade estética da Arte Nova. Regista-se a procura de um certo requinte técnico recorrendo ao design e a uma concepção industrializável. As técnicas de pintura sobre o azulejo são mais apuradas e especializadas de modo a criarem novos efeitos, nomeadamente a pintura esbatida à pistola sobre recortes em chapa de zinco, permitindo a sobreposição de formas geométricas (Fábrica de Sacavem), ou a técnica da tubagem, que permite obter finos relevos, utilizados no contorno, para maior definição das formas geométricas, geralmente preenchidas por esmaltes de cores uniformes 10. A principal produção foi feita em Lisboa e apesar da renovação criativa e técnica que alguns destes trabalhos representam, não teve grande aceitação pública ou oficial. A aplicação do azulejo de inspiração Arte Deco á arquitectura é muito limitada e só o encontramos nos interiores, entradas de prédios e comércio sob a forma de painéis decorativos ou como revestimento parcial da parede com um carácter simultaneamente decorativo e utilitário. 7 Edifício nº32 na Rua Vale do Pereiro, construído em 1949, azulejos de autoria de Almada Negreiros, fábrica Viúva Lamego, 6 módulos diferentes formam o padrão, o desenho procura claramente novas interpretações estéticas. 8 Edifício na Av. do Movimento das Forças Armadas, Lisboa, azulejos de autoria de Júlio Santos , fábrica Viúva Lamego, padrão formado por pequenas figuras simbólicas de Lisboa, constituí uma inovação para a época. 9 Edifício situado na Rua da Alegria, azulejos de padronagem conjugando 2 módulos, negativos um do outro, em 2 tons de azul. 10 Taberna na Rua de Oliveira, ao Carmo; Fábrica de Sacavem, 1920/30 (revestimento com pintura esbatida em degráde). Entrada de um prédio, Av. Oscar Monteiro Torres; Fábrica Lusitânia, 1930, António Costa (Painel, técnica da tubagem ligeiramente relevada, composição figurada - mulher e burro) O desaparecimento completo do azulejo das fachadas, deve-se por um lado á orientação e pressão ideológica sofrida pela arquitectos e pelos artistas plásticos durante o regime de Salazar, a procura de um estilo oficial assente Como pano de fundo a esta questão do desaparecimento do azulejo da arquitectura portuguesa, está sem duvida o panorama político da época, ou seja a procura de um estilo oficial e nacionalista, assente numa falsa tradição de arquitectura portuguesa. O azulejo embora de grande tradição não é considerado um material suficientemente nobre para integrar a arquitectura do regime, na qual a pedra se alia à monumentalidade e sobriedade pretendida e para fins mais utilitários materiais modernos como a marmorite são preferidos. Os arquitectos da 1ª geração modernista procuram conciliar as imposições oficiais com a nova arquitectura e os novos materiais, conseguindo soluções por vezes equilibradas e de grande rigor de desenho e construtivo. Alguns destes arquitectos procuram de facto as verdadeiras raízes da nossa arquitectura nas quais o azulejo é retomado e integrado com novos materiais, por razões funcionais e tradicionalistas, longe da importância decorativa que outrora deteve. Só a partir de 1950, com o Congresso Internacional de Arquitectura no Rio de Janeiro, a azulejaria portuguesa receberá um novo impulso e ganhará uma maior importância no meio artístico e cultural da época. Durante a exposição e perante o espanto dos arquitectos portugueses presentes, o azulejo é integrado e renovado nas grandes obras de arquitectura moderna brasileira, estando estranhamente ausente das obras portuguesas levadas á exposição. criativo, que se manterá presente até aos nossos dias. Acompanhando novas tendências e procurando novas expressões plásticas. Voltando a participar e a animar alguns espaços do nosso quotidiano, na linha de continuidade da nossa tradição azulejar, como complemento decorativo e construtivo (só em alguns casos) das superfícies arquitectónicas, onde sempre pertenceu. Infelizmente, a exploração deste material cerâmico como revestimento exterior de edifícios, com elevadas potencialidades económicas, técnicas e decorativas ou estéticas, ainda está por fazer. Longe de constituir uma resposta concreta e comprovada, ás necessidades de impermeabilização, durabilidade e adequação, exigidas a qualquer revestimento exterior e para as quais tem excelentes capacidades, a sua utilização ou recomendação ainda constitui um risco. Assim, o azulejo de fachada nunca mais foi explorado ou renovado significativamente, podem-se enumerar tentativas por parte de alguns arquitectos, durante este século, mas constituem sempre casos isolados e sem continuação, de carácter quase experimental e que em muitos dos casos trazem mais complicações do que vantagens (fendilhação, desprendimento, infiltrações de água,etc.). Com a evolução tecnológica e cientifica, os novos materiais e componentes, foram desenvolvidos novos métodos construtivos, mas a experiência e o peso da tradição comprovada durante séculos foram esquecidos e hoje não se compreende porque técnicas e materiais muito mais sofisticados e desenvolvidos cientificamente, não respondem tão bem a certas solicitações construtivas, como entre outros é o caso do azulejo, como os exemplos mais antigos testemunhos duráveis, adequados 3. PATOLOGIA E PRINCIPAIS ANOMALIAS DO AZULEJO11
Muitas vezes a patologia e as anomalias que se verificam nos revestimentos com azulejos são directamente provocadas pelo mau estado de conservação do edifício onde se integram. É portanto primordial que se observe e analise com o suficiente cuidado o estado geral de conservação dos imóveis para que se possa sustentar um diagnóstico credível e prescrever as terapêuticas necessárias à conservação e eventual restauro de painéis de azulejos. É particularmente importante: garantir o equilíbrio estático e duradouro, assim como a adequada consolidação das estruturas dos edifícios; analisar os problemas de humidade e o sistema de circulação de água no edifício (estado das coberturas; dos revestimentos exteriores; dos vãos; das redes técnicas de águas e esgotos; de drenagem, etc.) já que a águas, sobretudo no estado líquido pode provocar alguns dos mais importantes danos nos azulejos (a água promove o aparecimento de sais e líquenes, por exemplo). Cada vez se defende mais a conservação e restauro "in situ" dos azulejos. Existem casos, no entanto em que se torna imprescindível a remoção e tratamento num atelier ou laboratório especializados dos azulejos degradados (no entanto importa chamar a atenção para o facto de que quando se procede ao seu levantamento é usual partirem-se muitos dos azulejos retirados! As principais anomalias resultam basicamente de: a) defeitos de origem, provenientes da má fabricação do azulejo, da utilização de barro de má qualidade, cozedura deficiente, etc. b) assentamento deficiente dos azulejos nos painéis (composição errónea, espaçamentos mal executados, encostos sob pressão, etc.); c) efeitos de movimentação da estrutura (assentamentos diferenciais ou de rotação nas fundações) provocando acções mecânicas devidas à alteração de geometria ou ao surgimento de cargas nas paredes de suporte; d) acção da humidade, proveniente da própria parede ou resultado da condensação) 1 Mecanismos de degradação do azulejo e suas causas.
a) Desaparecimento do vidrado
a.3 Acção do homem e resultados de acções físicas directas (englobando o vandalismo humano, o efeito do uso continuado dos espaços, efeitos do processo de limpeza corrente de pisos e superfícies, etc.) b) Desprendimento do suporte
b.1 Perda de coesão da argamassa de assentamento b.2 Introdução de plantas ou raízes no tardoz 11 Texto baseado em apontamentos de uma aula do Dr. João Antunes do Departamento de Química da Universidade de Évora, no II Mestrado em Conservação do Património Arquitectónico e Paisagístico da U.E. b.4 Acção humana (remoção por ignorância; roubo, remoção para venda ou coleccionismo) c) Fissuração e quebras
c.1 Variações na geometria da estrutura do edifício (movimentos das fundações ou da estrutura com efeitos directos nos suportes do azulejo) c.2 Restauros desadequados (utilizando argamassas desadequadas com ligantes hidráulicos - cimento, ou cal hidráulica - muito fortes e retrateis, com expansões diferentes da chacota e com efeitos químicos indesejáveis, os efeitos dos sulfatos como exemplo) c.3 Maus processos de fabrico (chacota mal fabricada, por exemplo) c.4 Acção directa do homem (vandalismo, colocação de painéis publicitários ou de exposições, colocação de redes técnicas como as instalações eléctricas embebidas ou em calhas, etc.) d) Alterações na coloração
4. PRINCIPAIS TÉCNICAS DE CONSERVAÇÃO E RESTAURO
Em qualquer caso deverá ser garantido o comprimento dos princípios éticos da conservação (consultar a Carta de Veneza de 1964, publicada pelo ICOMOS em 1967) nomeadamente no que se refere a: Exigências de autenticidade histórica, estética; construtiva e tecnológica (clara identificação ao pormenor dos materiais e partes originais e/ou novas); Exigências de durabilidade, os tempos de vida dos edifícios antigos são muito longos, não devemos utilizar materiais e técnicas que questionem essa durabilidade; Exigências de compatibilidade, usar novas tecnologias e materiais pode ser imprescindível para a sua conservação, no entanto têm de ser garantidas condições básicas de reversibilidade (possibilidade de mais tarde remover, sem danos os materiais e produtos que hoje introduzimos) e de compatibilidade para com os antigos materiais; Exigências de economia. o extremo condicionamento económico numa operação de conservação pode agravar, ou transferir para amanhã, a resolução de problemas que já existem hoje e que mais tarde poderão por em causa a própria salvaguarda do património que estamos a tratar. 4.1 Garantir o adequado estado de conservação do edifício
Não é possível assegurar a adequada conservação ou manutenção dos azulejos, antes ou depois do restauro, se não se garantir o adequado estado de conservação do edifício, nomeadamente no que se refere: (i) à consolidação e equilíbrio estático da estrutura; (ii) ao bom estado de funcionamento do sistema de condução de águas (geometria da cobertura e estado do seu revestimento); (iii) ao eficiente estado de conservação dos algerozes e tubos de queda; (iv) à existência de uma adequada rede de drenagem de águas pluviais; (v) à resolução de anomalias provocadas por possíveis humidades ascensionais nas paredes. Por vezes é necessário proceder ao restauro de azulejos fora do seu suporte original, importa no entanto restringir esta prática à sua absoluta necessidade pois aproximadamente 20% dos azulejos partem-se ou danificam-se quando são retirados. Antes de iniciar qualquer operação de limpeza, conservação e/ou restauro é imprescindível proceder-se: (i) ao registo fotográfico completo do painel de azulejos; (ii) à sua etiquetagem com colocação de cotas de referência - em sistema alfa numérico -com etiquetas autocolantes, colocadas azulejo a azulejo, determinando com precisão a posição relativa de cada peça no suporte original. 4.2 Tratamento e restauro "in situ"
Envolve, em geral o desenvolvimento das seguintes operações: b) Efectuar uma dessalinização e remover líquenes e plantas incrustados c) Efectuar uma consolidação pontual (com impregnação ou injecção de produtos químicos) d) Proceder à limpeza das argamassas no tardoz dos azulejos soltos e) Efectuar colagens (por exemplo do vidrado à chacota) f) Proceder ao preenchimento de falhas (com gesso ou barro sintético) g) Proceder à pintura dessas falhas para restituir a legibilidade da composição original (utilizando-se em geral pinturas efectuadas com tinta acrílica sobre a qual se aplica um verniz também acrílico - para simular melhor o vidrado -, pintura deve ser executada sobre um filme de PB72 a 5%) 4.3 O levantamento dos azulejos, em geral, faz-se quando:
a) É imprescindível tratar a estrutura do suporte (geralmente paredes portantes) b) Quando as argamassas de assentamento estão muito envelhecidas ou degradadas, sendo por isso necessário substituí-las c) O seu estado de conservação seja de tal modo degradado que apenas no laboratório se consiga resolve-lo com eficácia. d) É a ultima solução para garantir a sua preservação (demolição iminente do edifício, por exemplo) O levantamento mecânico processa-se com a ajuda de uma espátula. 4.4 Tratamento dos suportes e superfícies murarias em alvenaria
a) O levantamento mecânico dos azulejos (operação feita com os necessários cuidados) b) A remoção completa da antiga argamassa de assentamento d) Proceder à consolidação estrutural da parede (em termos de estado de fundações, capacidade de resistir às cargas, existência e preenchimento de ocos internos, etc.), consolidar algumas zonas mais fracas dessas alvenarias (em geral bastante irregulares) e) Proceder à aplicação de encasques, refazendo com reboco a geometria da parede para poder aplicar posteriormente os azulejos já tratados 4.5 Tratamento e limpeza dos azulejos propriamente ditos
a) Limpeza de sujidade superficial
a.1 Utilização mais comum: detergente diluído com água (tipo Teepol ou Ayprox, p. ex.) a.2 Utilização em caso de existir excessiva gordura: solução de amoníaco a 10% b) Limpeza de colas envelhecidas
Imersão em emplastros de Trissolve (um dissolvente) durante 3 horas, seguido de imersão em água oxigenada a 30 vol. (para eliminar resíduos orgânicos e clarear a chacota), seguida de lavagem final com abundante água destilada. c) Limpeza de concreções
Trata-se de proceder à remoção mecânica de concreções (corrimentos, calcários, grafites, etc.) com meios mecânicos - basicamente com o bisturi, com escovas (no tardoz), ajudando-se com imersão em água. Em situações particularmente difíceis ou delicadas pode recorrer-se a agentes químicos especiais depois de analisada a natureza da concreção. Este tipo de limpeza química utiliza processos similares ao da limpeza da pedra, podendo envolver a aplicação de: c1. Emplastros EDTA a 10% (também utilizados para remover manchas de ferro em rochas siliciosas) c2. Emplastros de citrato de sódio a 15% (+1:1 glicen; também utilizado para remover manchas de ferro em rochas carbonatadas) c3. Calgon a 10% (com espessante) durante 30 minutos (também utilizado para remover concreções de gesso sobre calcário) c4. Amónia entre 5 a 20% (para retirar gorduras) c5. Solventes orgânicos (em emplastros) por ex. Cloreto de metileno comercial (um decapante); Xileno e Etanos (utilizáveis para limpeza de "Grafites") c6. Pasta AB 57, com a seguinte constituição - Água 1000 c3 + Bicarbonato de Amónio 30 g + Bicarbonato de Sódio 50 g + EDTA 25 g + Desogen a 10% 10 g + Carboximetilcelulose (espessante) 60 g (receita utilizada em certas limpezas da pedra e utilizada para remover incrustações insolúveis). Nota: a técnica de aplicação consiste basicamente na aplicação, durante vários dias, de um papelão embebido no produto, aplicado contra a superfície de azulejos e coberto com uma película de plástico para evitar uma secagem prematura. d) Limpeza de vegetação e remoção de elementos orgânicos
Envolve a utilização de biócidas do tipo: d1. Compostos como o Cloreto de Tributil ou de Estanho; Carbonato de Cobre ou de Zinco d2. Fenóis e homólogos, como o Pentaclorofenol a 5% d3. Compostos de amónio quaternário (não tóxico), Cloretos ou Bicarbonatos de Dialqui/Diametil/Amónio. Existem também no mercado produtos comerciais sucedâneos e de diversas marcas (p. ex. Ciba-Geigy ou Oescht) como o Desogen e Neodesogen, o Bradofen, Muresolv, Taltox Q, etc. d4. Compostos inorgânicos à base de sais de cobre, zinco e mercúrio, tais como o conhecido "sulfato de cobre das vinhas" (solução aquosa de amoníaco a 10% e com 7% de acetato de cobre) o qual consiste numa solução barata e relativamente eficaz. 4.6 Consolidação
Podendo envolver a impregnação com silicones (MTMOS, MTEOS, p. ex.); Silicato de Etilo; Polímeros Acrílicos (Plexigum N80 e Paraloid b72, entre 2 e 10%) b) Pontual
Podendo envolver a recolagem do vidrado que está a soltar-se (p. ex.) com produtos como o Paraloid B72 a 5% com diluição em acetona ou com o Colagem PB72 a 30%. 4.7 Recolocação do azulejo no suporte
Depois do tratamento do suporte (ver 4.4) e de aplicação de biocidas (se necessário) o azulejo deve ser assente com uma argamassa à base de cal aérea apagada e areia, ao traço de 1:3 na relação entre ligante e inertes (ver também 5.2) . Para exposições é usual utilizar-se suportes de Plexiglas com 1cm de espessura (o que permite também ver o tardoz), colando os azulejos com cola de silicone aplicada no tardoz sobre um isolante acrílico (geralmente um filme de PB72 a 20%), deve ser deixada uma junta de 1mm entre cada azulejo e de 2mm entre este e o suporte. 5. PROCESSOS DE DESMONTAGEM E DE (RE)ASSENTAMENTO DE PAINEIS DE AZULEJOS
5.1 Desmonte
Face à necessidade imperiosa de desmontar painéis de azulejo (ver 4.3) deve-se proceder da seguinte forma: - Registar fotograficamente cada painel, na sua posição e estado original , com suficiente detalhe e rigor no pormenor; - Marcar cada painel com etiquetas adesivas (utilizando uma tinta insolúvel em água); para cada painel de azulejos deve utilizar-se um símbolo próprio que o individualize; a posição exacta de cada azulejo é garantida colando-lhe etiquetas nas quais se escreve, para além do símbolo que identifica o painel originário, um sistema de referenciação à base de letras e números. As letras devem desenvolver-se na vertical, debaixo para cima, os números na horizontal, crescendo da esquerda para a direita. Exemplo: Posição exacta do azulejo C4 pertencente ao painel X
Em geral, quando o estado de degradação do azulejo ou da parede onde este se encontra justificam o seu desmonte, também as argamassas estão enfraquecidas facilitando a sua remoção. Esta desmontagem é relativamente mais fácil nas paredes interiores de tabique e nas paredes exteriores por comparação com as paredes mestras interiores (em geral mais fortes e melhor protegidas). Também onde existe humidade o azulejo sai com relativa facilidade. O painel deve ser desmontado de cima para baixo, mas caso o painel ocupe extensivamente a parede e seja difícil encontrar um ponto para utilizar a espátula (ou o escopro, ainda que este ultimo não seja muito recomendável) deve-se procurar outro ponto de entrada, p. ex.: lugar de um azulejo em falta; zonas em "bolha" ou que soem a oco; partindo um canto de um azulejo já partido ou muito danificado; em último caso partindo um azulejo de motivos repetidos (p. ex. de uma faixa decorativa) que seja facilmente restaurado ou mesmo substituído por um novo exemplar. O processo mais seguro de retirar os azulejos consiste em retirá-los conjuntamente com a argamassa de assentamento que lhe está agarrada, esta será posteriormente retirada. Não se deve, portanto, tentar "amolecer" essas argamassas - o que não só não funciona na prática como pode provocar patologias adicionais. No caso de se partir algum azulejo dever-se-á embrulhá-lo imediatamente num jornal e colocá-lo num pequeno saco plástico identificado com uma etiqueta com a respectiva cota o que permitirá o seu restauro ou colagem. As juntas devem ser limpas antes do desmonte, sobretudo se forem de cimento, pois esse cimento pode arrancar partes do vidrado quando retiramos o azulejo. A pancada com a espátula (ou escopro) produz um som característico quando o azulejo está mal preso, se esse som mudar isto pode significar uma zona de maior aderência donde o melhor será continuar em outras unidades até rodearmos essa unidade e descobrir uma zona mais fraca. 5.2 - Embalagem de painéis para armazenamento durante a obra ou para restauro
A embalagem ideal é o caixote de madeira com dimensões proporcionais às dos azulejos e que permitam colocar uma fiada ou duas fiadas de azulejos (caixote c/ uma fiada: L = azulejo + 1 cm / caixote com duas fiadas: L = 2 x azulejo + 1.5 cm) e não deve exceder 20 Kg carregado (para facilidade e segurança no maneio). Colocação dos azulejos para transporte: sempre na vertical no caixote (nunca na horizontal, pois assim partem facilmente no transporte); sempre face a face (vidrado contra vidrado, para que o tardoz de um não danifique ou risque o vidrado do outro); azulejos com relevo ou danificados devem ter interposto entre as faces vidradas um cartão canelado, ou esferovite; os espaços sobrantes e envolvendo os azulejos no caixote devem ser preenchidos com cartão ou esferovite. Os caixotes são identificados com etiquetas com o símbolo do painel de onde foram retirados e numeração que corresponda a uma ficha com o seu conteúdo descriminado. Quadro indicativo para medidas e pesos
Tipo Espessura Largura
Peso médio
5.3 - (Re)assentamento dos painéis
a) Argamassa a utilizar
Tradicionalmente empregavam-se para assentar azulejos argamassas relativamente forte (traço de 1:3) à base de cal aérea apagada e areia. Esta cal provinha em geral de fornos artesanais, vindo para a obra em forma de pedra. O seu apagamento fazia-se de diversas formas p. ex.: regando-a com água, desfazendo-se os blocos de cal em pó; ou extinguindo-a longamente em fossas especialmente preparadas (esse apagamento podia chegar a dezenas de anos) e produzindo a chamada pasta de cal. Alguns tipos de juntas de azulejos eram também, por vezes, betumadas com cal em pó, bem passada pela peneira, à qual também era frequente misturar-se alguma areia muito fina (do tipo utilizado em estuques). Latino Tavares refere o seguinte processo de produção de argamassa para assentamento de azulejos: "Era utilizada a Cal a Mato (.) Vinha na forma de pedra, essa pedra era regada e desfazia-se em pó. Essa pasta era amassada com areia, sem água, apenas com a humidade da própria areia. A areia era vermelha, aquela que tem goma, que se aperta na mão e não se desfaz. O traço usado era de 1:2 a 1:4. Fabricava-se a argamasssa sob telheiro para evitar que ela ficasse "afogada", pois com o tempo chuvoso ela receberia mais água do que a necessária. Fazia-se um estrado de madeira, o "amassadeiro", onde se deitava a cal. Ia-se juntando areia por pequenas porções, afim de tornar bem homogénea a argamassa e ia-se revolvendo com a enxada. Misturava-se no dia anterior à sua aplicação. No dia seguinte era regada e voltava a ser amassada. A massa bem feita era amassada com o "suor da testa", isto é à mão com a enchada. Aguentava 15 dias, quanto mais tempo passava melhor a mistura se dava, melhor se dissolvia a pedra de cal, pois acabava por queimar toda a cal. Ficava todo o tempo no chão. A consistência da argamassa deve ser tal que moldando uma bola de sete cm de diâmetro, ela se possa manter sem se deformar exageradamente. Deve aderir energicamente aos materiais e ligar de modo a formar um todo sólido e resistente, diz-se então que "faz boa pega". Reconhece-se que a argamassa foi bem fabricada se ao "enxambrar" não deixa distinguir nenhum dos seus elementos, Senão tiver sido bem amassada, distinguem-se nuns pontos pedra de cal e noutros aglomerados de areia." Nos tempos que correm é corrente, mas não muito recomendável, a utilização de argamassas à base de cal aérea, cimento e areia, ou por vezes com cal hidráulica também. Os traços variam em geral entre a relação 1:2 e 1:4 entre ligantes e inertes. Pessoalmente penso que seria de todo o interesse passar a utilizar apenas argamassas à base de cal aérea apagada e areia com um traço mais fraco do que 1:3, eventualmente poderia considerar-se também o traço 1:1:6 de cal aérea bem apagada, cimento de alto forno e areia (para evitar os conhecidos problemas do cimento Portland) ou ainda a utilização de argamassas pré-dosadas especiais para aplicação na conservação de edifícios antigos como é o caso do tipo "Emaco Resto". Em todo o caso será sempre preferível utilizar-se argamassas bastardas em vez dos fortes "cimentos-cola" que hoje correntemente se utilizam para as novas edificações. As argamassas de assentamento e as juntas assumem hoje uma importância fulcral para o comportamento e estado de conservação dos azulejos. Argamasssas de assentamento e juntas executadas com argamassas mais fortes ou menos porosas dos que os materiais utilizados na chacota do próprio azulejo vão repercutir neste todas as solicitações mecânicas assim como problemas resultantes da presenças de humidades nas paredes. . Este é um assunto onde existe, claramente, a necessidade de estudos científicos mais detalhados para resolver algumas das dúvidas e contradições ainda existentes. b) Assentamento do painel
A parede deverá estar preparada, ou seja com os problemas e anomalias resolvidos, desempenada e com um acabamento em tosco do seu reboco. A parede deve ser molhada antes de aplicar o azulejo para evitar a carência em água na argamassa de assentamento. 6. Síntese conclusiva
7 - Breve glossário
Referências
- Apontamentos de uma aula de João Antunes (Évora) - ASHURST, John & Nicola - Brick, Terracota and Earht, Pratical Building Conservation Vol. 2, English Heritage Technical Handbook, Gower Technical Press SYNEC, Manuela -Fachadas figuradas e revestidas a azulejo nos edifícios de Lisboa, em Revista "Arquitectura" n.º 148, Jan-Fev., Lisboa, 1983 VELOSO, A. J., Barros; ALMASQUE, I. - Azulejos de fachada em Lisboa, em Lisboa - Revista Municipal, 2.ª série, do n.º 3 - 1.º trimestre 1983 até ao n.º 11 - 1.º trimestre 1985, Lisboa, CML, 1983-85 - Azulejos de fachada em Lisboa, Revista Municipal de Lisboa, Lisboa, CML. - IPPAR, Dar Futuro ao Passado, Lisboa, IPPAR - NERY, Eduardo, A cor de lisboa, em Povos e Culturas, A Cidade em Portugal: Onde se Vive, nº2, Lisboa, Edição do Centro de estudos dos povos e culturas de expressão portuguesa - Universidade Católica Portuguesa, 1987, p. 577-572 TEXTOS 2
CONSERVAÇÃO DE AZULEJOS
História, patologias, métodos de intervenção

1. Enquadramento histórico da relação do azulejo com a arquitectura (Europa/Portugal)

2. A aplicação arquitectónica de azulejos em Portugal (Exteriores e interiores)
3. Patologia mais comum
4. Metodologia de tratamento
5. Síntese conclusiva

Ideias:
entrevistas c/ José Meco (historial) e João Antunes (aspectos científicos);
Historial/Sítios: Alcobaça (XIII) - cerâmica de solo; Granada (XIV,XV) - alicatados; Sevilha - "hispano-árabe";
importação de Sevilha, Valência e Marrocos (XV) - "corda seca", "de aresta"; Policromáticos - Palácio de Sintra,
Sé Velha Coimbra; Quinta da Bacalhoa (XV); Museu do Azulejo; Palácio Conde de Minas (Bairro Alto); (XVI )
Holandeses - Palácio de Fronteira - Figura avulsa, paineis de cortesia, etc.; Azuis e Brancos - importação Holanda
(Convento Bairro Alto das trinas ?); XIX - estampilha (Viúva Lamego, Constança; Sacavém); Escola de Sintra;
Pena/Palácio da Vila; Quinta da Bacalhoa - Azeitão; o Azulejo hoje (Maria Keil - Infante Santo, Abel Manta -
Aqueduto, Júlio Pomar - Metro ?; Instituto Franco-Português; F. Távora - Mercado de Vila da Feira), Fábricas da
Viúva Lamego e Constança - pinturas com óxido de estanho)
Época Moderna: Anos 40, 50 e., Almada Negreiros - Pardal Monteiro, João Simões, Victor Palla e Bento
d´Almeida; José Carlos Loureiro, António Sérgio Meneres, Duilio Silveira, Fernando Bento. Grandes peças
urbanas: Santuário de Fátima, Hotel Ritz, Infante Santo, Palácio da Justiça, Primeiras Estações do Metro. Maria
Keil, Jorge Barradas. (Manuel Cargaleiro, Querubim Lapa, Manuela Madureira, Júlio Resende, Cecília de Sousa,
João Abel Manta, Sá Nogueira, Rogério Ribeiro, Eduardo Nery). Novas estações do Metro (2ª e 3ª fases). Alcino
Soutinho, António Mendes. Oficinas 59: Luís Pinto Coelho, Manuel Telles da Gama (etc). Ratton: Menez, Paula
Rego, Graça Morais, Jorge Martins. Novos: Maria Manuela Marinho, António Pimentel.
Ênfase: Sensibilização/Formação: o operário que se defronta com.; Edifícios mais correntes (reabilitação);
técnicas de remoção/recolocação; limpeza/conservação;
O azulejo é um material de revestimento exterior de edifícios muito importante na arquitectura urbana portuguesa,
com características funcionais e decorativas muito próprias.
É um material de revestimento e protecção com elevada durabilidade, a superfície vidrada apresenta boas
características de resistência mecânica e química (resistência aos factores meteorológicos e poluentes), por outro
lado, a utilização de argamassas adequadas e compatíveis com a base (argamassas tradicionais ? de difícil
execução ?) garantem uma boa ligação ao tosco da parede e simultaneamente uma boa resistência aos efeitos
de retracção durante a secagem. (LNEC \Edifícios Antigos-ver ainda anomalias mais frequentes), (ver Dar Futuro
ao Passado \ f.l.).
De longa tradição entre nós, o azulejo adquire aproximadamente a partir da segunda metade do século XlX, um
novo vigor (influência brasileira, ressurgimento no Porto, rapidamente em Lisboa). A indústria do azulejo entra
numa nova fase de expansão e de prosperidade, a sua aplicação generaliza-se marcando definitivamente a
paisagem urbana portuguesa, aliando o seu elevado poder decorativo á eficácia como revestimento projectivo,
qualidade de acabamento e economia. A sua aplicação estende-se, por vezes a edifícios construídos há vários
anos, como por exemplo reinterpretando alguns edifícios da Baixa Pombalina
Forte elemento decorativo e compositivo da arquitectura, apresenta uma enorme variedade de cores e padrões,
mais raramente relevos, cuja modelação e repetição de um ou mais elementos, formam padrões, criam
continuidade rítmica e uma dinâmica muito expressiva e característica das fachadas revestidas a azulejo.
Para além do seu valor autónomo como elemento decorativo, integra-se na arquitectura transformando-se num
importante elemento de composição de fachada e dos paramentos interiores, ligando-se profundamente á
estrutura e composição arquitectónica dos edifícios, numa enorme variedade de soluções. Em alguns casos, a
sua utilização é estabelecida á "priori" fazendo parte integrante do próprio projecto de arquitectura (sobretudo na
Arte Nova). Assim podemos encontrar a marcação do piso térreo (principalmente quando se destina ao comercio)
com um padrão diferente do aplicado na parte superior da fachada, frisos e cercaduras que rematam a superfície
azulejada no encontro com os elementos de cantaria (vãos, embasamento, cornija), e/ou a marcação horizontal
entre os diferentes pisos.
O azulejo é um material alternativo que responde eficazmente ás habituais carências económicas e técnicas, que de certa forma caracterizam e criam a especificidade da nossa arquitectura. Assim noutra perspectiva, certos painéis azulejados criam cenários, substituindo elementos arquitectónicos de pedra ou estuque, mais caros e de mais difícil execução, tornando-se uma resposta mais económica, eficaz e criativa que caracteriza muitos exemplos da arquitectura tradicional portuguesa (painel de azulejos de Nossa Senhora da Vida, atribuído a Marçal de Matos, cerca de 1580, presente na exposição "A Pintura Maneirista em Portugal" no CCB). O azulejo de padronagem permite diferentes leituras do desenho em função da distância a que se coloca o observador. Quando observado de perto os pormenores do desenho e as cores individualizam-se e ganham definição. Mas ao longe surgem novas leituras, os azulejos agrupam-se para formar padrões que modificam e modelam a superfície parietal, gerando linhas dinâmicas ou criando a ilusão de relevo, as cores ao longe misturam-se dando origem a novas tonalidades. "A luminosidade desempenha também um papel importantíssimo no efeito produzido pelos azulejos de fachada, nos dias de céu descoberto os raios solares reflectem-se intensamente nas zonas mais expostas, criando superfícies espelhadas em que os desenhos dificilmente se distinguem, enquanto que nos dias encobertos, os azulejos ganham uma nova riqueza de colorido e os desenhos adquirem uma impressionante nitidez". Os azulejos, assim como outros acabamentos e revestimentos tradicionais de fachadas, reflectem a região onde se inserem através da diferença entre as matérias primas e as técnicas utilizadas no seu fabrico, variando as cores, as características do desenho e os pormenores de acordo com as fábricas onde são produzidos (a regionalização do azulejo já não existe).A argila utilizada no seu fabrico é um silicato de alucina hidratado, cuja cor natural é acinzentada e pode apresentar tons mais ou menos avermelhados conforme as quantidades de óxido de ferro que contem, e que variam segundo a região de onde é extraída. As técnicas de pintura sobre o vidrado reflectem a fabrica onde são produzidos: estampilhados, estampados (ou impressão a talhe doce, monocromáticos, cores neutras e mortiças, contorno do desenho mal definido) e aérografados (ou ao terceiro fogo). Infelizmente a produção e utilização significativas do azulejo de padronagem perde-se no início do nosso século (anos 20 Lisboa). Registam-se tentativas para a sua reutilização e renovação, destacando-se a figura do arquitecto Keil do Amaral, em 1950, com o "regresso dos arquitectos portugueses que participaram nesse ano no congresso internacional de arquitectura no Rio de Janeiro, durante o qual os brasileiros chamaram á atenção para a importância do azulejo na arquitectura de ambos os países". Seja como for , o azulejo nunca mais se conseguiu impor de maneira significativa, desaparecendo progressivamente esta importante característica cromática, decorativa e vibrante da imagem e cultura urbana portuguesa. Bibliografia :. -Edifícios antigos -Fachadas figuradas e revestidas a azulejo nos edifícios de Lisboa, Manuela Synek -Revista Municipal de Lisboa , Azulejos de fachada em Lisboa -Eduardo Nery, A cor de Lisboa, pág.577,578,572 -ver ainda, Dar Futuro ao Passado,(ficha de leitura) CENFIC - EUROQUALIFICAÇÃO
PROJECTOS MULTIMEDIA
Tratamento de Azulejos: Contributos para um Pré-Guião


Proposta de Índice Temático:

1. Introdução
2. Enquadramento histórico e arquitectónico
3. Patologia e principais anomalias do azulejo
4. Técnicas de conservação e restauro (incluindo imagens de intervenções em curso)
5. Técnicas comuns de limpeza, levantamento e de recolocação de azulejos
6. Síntese conclusiva
1. INTRODUÇÃO
(Imag. Video/Lugar)

a) Objectivo
:
Introduzir o formando na especificidade do tema. Chamar a atenção do
formando para o valor, a fragilidade e a delicadeza dos antigos revestimentos
com azulejos (sensibilização pela positiva), mostrar o resultado desastroso de
actos descuidados (sensibilização pela negativa).
b) Conteúdo temático e visual
Panorâmica do uso de azulejos: em pisos, em paredes, em tectos, em interiores e exteriores, em monumentos e arquitectura religiosa, em palácios e casas nobres, em revestimentos de fachadas urbanas em centros históricos.
2. ENQUADRAMENTO HISTÓRICO E ARQUITECTÓNICO

2.1 Enquadramento histórico

a) Objectivo
Fornecer as noções absolutamente básicas e cronológicas da "cultura do azulejo", permitir ao formando perceber os diferentes tempos e modos de
expressão dessa cultura, informá-lo da exploração erudita e populista do
azulejo e do seu valor histórico/artístico.
b) Conteúdo temático e visual
Principais aplicações históricas do azulejo; imagens das diferentes gerações dos materiais, tipos e formas de azulejos utilizados; imagens dos principais monumentos históricos e tipos arquitectura (edifício antigo ou pedaços da cidade histórica) onde o azulejo foi aplicado no passado. 2.2 Enquadramento arquitectónico
a) Objectivo
Sensibilizar o formando para a profunda interdependência entre o revestimento de azulejos e os espaços arquitectónicos que revestem
(exteriores ou interiores), articulando-se intimamente com a estrutura
compositiva e linguagem da arquitectura.
b) Conteudo temático e visual
Aplicações e azulejos em interiores e exteriores de peças arquitectónicas monumentais (igreja, conventos, palácios, etc.) demonstrando os diversos tipos de diálogo entre os azulejos e os espaços arquitectónicos. Imagens de aplicações de azulejos em fachadas urbanas (séc. xix), com novas soluções cromáticas e resolução dos seus remates. A aplicação do azulejo na 3. PATOLOGIA E PRINCIPAIS ANOMALIAS DOS AZULEJOS

a) Objectivo
Sensibilizar o formando para os principais problemas e danos que se registam nos azulejos: inerentes ao prório material e processo de fabricação; devidos
ao efeito de agentes exteriores e da passagem do tempo; provocados pelo
estado de conservação do edifício e dos suportes onde se aplicaram.
b) Conteúdo temático e visual
Imagens com descrição dos principais problemas dos e nos azulejos. Imagens Entrevista com o Dr. João Antunes (Assistente da Universidade de Évora) 4. TÉCNICAS DE CONSERVAÇÃO E RESTAURO
a) Objectivo
b) Conteúdo temático e visual
5. Técnicas comuns de limpeza, levantamento e de recolocação de azulejos 6. Síntese conclusiva 3. Patologia e principais anomalias do azulejo 4. Técnicas de conservação e restauro (incluindo imagens de intervenções em curso) 5. Técnicas comuns de limpeza, levantamento e de recolocação de azulejos 6. Síntese conclusiva

Source: http://www.oasrn.org/3R/conteudos/areareservada/areareservada7/jose%20aguiar_TratamentoAzulejosVideo.pdf

Microsoft word - infomail-2013-02-13mi-p-mojo231+232.doc

Mittwoch, 13. Februar 2013 Auch telefonische Info und Bestellung ist möglich: Di. - So. tagsüber Ab 50,00 Euro Bestellwert übernehmen wir die Portokosten. 13. Februar - IT WAS MANY YEARS AGO TODAY: Sonntag, 13. Februar 1966: BEATLES werden in der USA für 10 Grammy's vorgeschlagen. Sonntag, 13. Februar 1966: Party im Haus von BRIAN EPSTEIN mit JOHN und CYNTHIA LENNO N,

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Contraceptive Hormones Mutating Fish in St. Lawrence River By Hilary White MONTREAL, September 18, 2008 (LifeSiteNews.com) - Estrogen from birth control pills in highly populated areas of Canada is washing into the water table and flooding the St. Lawrence River, a new study has found. University of Montreal researchers said that the St. Lawrence River near Montreal has an alarmingly high l

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